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Músicos judeus sofreram abuso por crenças sionistas, diz comissão real

Músicos judeus relatam abusos e boicotes por defender o Zionismo; comissão investiga antissemitismo e o uso de comparações nazistas

The country singer Deborah Conway faces online abuse for her ‘central’ Zionist belief.
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  • Musicians Deborah Conway e Joshua Moshe afirmaram a uma comissão real de antissemitismo que suas visões sobre o zionismo os tornaram alvos de difamação e boicotes, após a divulgação de um grupo de WhatsApp com criadores judeus.
  • Conway descreveu o zionismo como central para a identidade judaica, defendendo o direito dos judeus de existirem em Israel, mas sem apoio irrestrito ao governo israelense; disse ter sofrido abusos online e protesters em eventos.
  • Moshe relatou retaliação por ser zionista, incluindo abandono na indústria musical, perda de oportunidades e despejo do negócio que comandava com a esposa, além de assédio online.
  • A comissão ouviu a pesquisadora Julie Nathan, da Executive Council of Australian Jewry, que afirmou que críticas a Israel não são automaticamente antissemitas, mas comparações com a Alemanha nazista ou estereótipos antissemíticos são.
  • Tahli Blicblau, da Dor Foundation, disse que o antissemitismo já vinha crescendo há cerca de uma década e que o episódio de 7 de outubro intensificou rapidamente o preconceito; as audiências continuam em Sydney.

O que aconteceu: músicos judeus relataram à comissão real sobre antissemitismo que suas visões sobre o sionismo as tornaram alvo de difamação e boicotes. Os relatos surgem durante as audiências em Sydney.

Quem está envolvido: Deborah Conway, cantora e compositora conhecida desde os anos 80, e Joshua Moshe, músico, expuseram o impacto das críticas vinculadas ao sionismo. Ambos integravam um grupo de Whatsapp de criadores judeus, cuja mensagem foi divulgada pela imprensa.

Quando e onde: as declarações ocorreram na segunda semana de audiências públicas da comissão em Sydney, na Austrália, que investiga definições de antissemitismo e coesão social.

Por que: Conway explicou que o sionismo é central para a sua identidade judaica, ainda que não apoie todas as ações do governo de Israel. Ela afirmou ter sofrido ataques online e protestos em eventos.

Conway também afirmou que critica o extremismo anti-Zionismo, chamando-o de impulsos genocidas, e reiterou o direito de Israel de existir, defendendo uma solução de dois estados com paz.

Moshe disse que o backlash por ser Zionista foi desproporcional às suas ligações com Israel. Ele descreveu queda de oportunidades, boicotes ao negócio familiar e a necessidade de relocar.

A comissão ouviu, ainda, a pesquisadora Julie Nathan, que atua no Conselho Executivo Judaico da Austrália, sobre a linha entre crítica a Israel e antissemitismo, incluindo o uso de referências a Nazismo.

Nathan destacou que comparar Israel a Nazi Alemanha pode configurar antissemitismo, mesmo que a crítica seja dirigida a políticas específicas. Provas de material pró-Palestina também foram discutidas em contexto.

Tahli Blicblau, diretora executiva da Dor Foundation, ressaltou que o antissemitismo não começou em 7 de outubro de 2023, mas ganhou velocidade e alcance no país a partir daquele momento.

O quadro geral mostra que a comissão investiga definições de antissemitismo e os mecanismos de hostilidade, especialmente em universidades e espaços online, com foco em impactos reais sobre pessoas e organizações judaicas.

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