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Antisemitismo contra crianças judaicas na Austrália é tema da comissão

Relatos à comissão revelam antissemitismo diário contra crianças judias na Austrália, com pichações, saudações nazistas e medo crescente

Dina told the royal commission on antisemitism and social cohesion the Bondi massacre was the violent manifestation of unchecked antisemitism across Australia.
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  • A comissão real ouve relatos de crianças judias na Austrália enfrentando abuso antissemita, grafites com suásticas e saudações nazistas em escolas.
  • Dina, mãe que presta depoimento, disse que Bondi massacre, em dezembro, revelou um antisemitismo cada vez mais presente e perigoso no país.
  • Natalie Levy afirmou que a filha, uma das duas judias em uma escola estadual de Sydney, vê símbolos nazistas e ouve insultos antissemita; há medo entre as famílias.
  • Outra mãe, com identidade protegida, relatou que os filhos recebem conteúdo antissemita nas redes sociais e dizem não querer ser judeus, temendo ataques em eventos da comunidade.
  • A audiência, realizada por comissária Virginia Bell, discute como o antissemitismo se manifesta hoje e seu impacto na vida de crianças judaicas e na coesão social, após Bondi.

Ouvintes de uma comissão real no Sydney ouviram relatos de famílias judias que enfrentam assédio antissemita nas escolas, pichações de suásticas nas paredes e saudações nazistas entre colegas. Os relatos apontam para um clima de medo constante e normalização de discurso antissemita no país.

Dina, identificada apenas assim na comissão, destacou que o antissemitismo é uma presença diária para crianças judias na Austrália. Ela citou o caso de um ataque em Bondi, onde 15 pessoas foram mortas, como evidência de uma violência que assusta diretamente as crianças.

Segundo Dina, crianças já comentam que teriam receio de frequentar festas de Hanucá. Em Bondi, sua filha, com oito anos, rompeu em choro ao ver a área e expressou medo de morrer. Ela afirmou que a comunidade judaica vive uma realidade diferente da maioria não judia.

Normalização do antissemitismo

Natalie Levy relatou que a filha, uma das poucas judias em uma escola pública de Sydney, vê repetidas manifestações de ódio, incluindo suásticas e saudações com as mãos. Ela disse que a filha, embora orgulhosa de sua herança, sente medo.

Levy também descreveu ataques verbais nas redes sociais, com intercorrências como ofensas e termos depreciativos. Ela afirmou que o discurso antissemita parece ter se tornado normal na Austrália contemporânea.

Outra mãe, cuja identidade foi mantida em sigilo, relatou que seus filhos chegaram em casa dizendo não quererem ser judeus. Entre mensagens recebidas nas redes, surgem conteúdo hostil que inclui referências a Hitler e acusações sobre controle governamental.

Contexto da comissão e desdobramentos

A comissão, instalada após o ataque de Bondi no fim de 2023, investiga antissemitismo e coesão social. A primeira etapa de oitiva busca definir o que é antissemitismo, suas formas históricas e atuais, e o impacto sobre os judeus australianos.

Os depoimentos destacam relatos de receio em atividades comunitárias, como festivais de rua em Melbourne, onde famílias disseram temer pela segurança. A análise incluirá dados sobre a incidência de ataques e discursos de ódio, com foco na proteção de crianças.

O inquérito investiga ainda como reduzir a incidência de assédio, com base em evidências apresentadas por pais e mães que descrevem o cotidiano de medo, estigmas e preconceitos que afetam a vida escolar e comunitária.

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