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Quadrinhos ajudam na conscientização social na Educação de Jovens e Adultos

Quadrinhos com Engenheira Eugênia são usados na EJA para debater assédio moral e direitos trabalhistas, promovendo diálogo sobre gênero no trabalho

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  • Em 2026, a apostila de alfabetização da Educação de Jovens e Adultos da USP incluiu quadrinhos para debater assédio moral e violência de gênero no ambiente de trabalho, usando a Engenheira Eugênia como personagem central.
  • Eugênia é criação de 2013 do coletivo de mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e representa lutas por direitos trabalhistas das mulheres na engenharia.
  • A proposta permite que alunos da EJA reconheçam situações de desrespeito no trabalho e discutam, por meio do diálogo, respeito, igualdade e direitos profissionais.
  • O projeto já foi usado em outras iniciativas, como o Viaduto Literário no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, para promover representatividade e conscientização entre crianças.
  • A Engenheira Eugênia já ganhou traduções, animação e participação em fóruns sindicais internacionais, além de ter recebido o Prêmio Anamatra de Direitos Humanos na categoria cidadã em comunicação sindical em 2016.

No contexto de ampliar o debate sobre assédio moral e violência de gênero no trabalho, uma equipe de pedagogos da USP integrou à apostila de alfabetização da EJA uma ferramenta de comunicação por meio de quadrinhos. O recurso visa tornar o tema acessível aos estudantes e estimular o diálogo.

A Engenheira Eugênia, personagem criada em 2013 pelo coletivo de mulheres da Fisenge, serve de foco para discutir direitos trabalhistas e respeito no ambiente profissional. A iniciativa partiu da necessidade de um instrumento didático para abordar o tema com mais clareza.

A ideia foi disseminada também em outras iniciativas associadas ao coletivo, como o Viaduto Literário, que levou as histórias a crianças no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, buscando representatividade e oportunidades para diferentes públicos.

Conquistas

A personagem é apresentada como engenheira negra, com 15 anos de profissão, mãe de dois filhos e divorciada, oferecendo identificação para quem concilia carreira e vida familiar. A proposta enfatiza a quebra de estereótipos da engenharia.

Os quadrinhos da Eugênia já ganharam tradução para o inglês e circulação em fóruns sindicais internacionais. A obra também ganhou animação e tiras de marca-página, além do reconhecimento do setor trabalhista.

Em 2016, a iniciativa recebeu o Prêmio Anamatra de Direitos Humanos na categoria cidadã em comunicação sindical, destacando o papel educativo como ferramenta de transformação social.

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