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Pesquisadores identificam 10 espécies de mariposas e 7 gêneros no Havaí

Descobertas revelam dez novas espécies e sete novos gêneros de mariposas em Hawaiʻi, evidenciando biodiversidade ainda desconhecida e risco de extinção de algumas

Researchers in Hawai’i have described 10 new species and seven new genera of moths, highlighting how much remains unknown about the Pacific archipelago’s biodiversity.
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  • Pesquisadores descrevem 10 novas espécies e sete novos gêneros de mariposas em Hawaiʻi, destacando o quanto a biodiversidade da região ainda é desconhecida.
  • O estudo combinou exame anatômico detalhado, imagens de alta resolução e testes genéticos, além de análise de acervos de museus com objetos com mais de cem anos.
  • Entre as descobertas, está a espécie Paalua leleole, na qual as fêmeas parecem incapazes de voar; várias novas mariposas foram batizadas em homenagem à cultura havaiana, como Ilahia lilinoe.
  • Um grupo de seis novas espécies foi descrito no novo gênero Ilahia, com espécies associadas à planta hospedeira ʻiliahi, o Santalum (madeiras de sandalwood).
  • Há espécies já consideradas extintas na natureza, e outra, Ilahia pahulu, é criticamente ameaçada, conhecida apenas em um pequeno grupo de trinta árvores de sandalwood em Lanai; o estudo ressalta a fragilidade da fauna de Hawaiʻi.

Dois pesquisadores descrevem 10 espécies novas de mariposas e sete novos gêneros em Hawaiʻi, destacando o quão pouco ainda se conhece da biodiversidade do arquipélago. O trabalho soma 17 novidades que ampliam a lista de fauna endêmica da região. As descobertas vieram de revisão de acervos de museus e de expedições em áreas remotas.

O estudo reuniu exame anatômico detalhado, imagens de alta resolução e testes genéticos para revelar a diversidade oculta das mariposas. Entre as novidades está Paalua leleole, cuja fêmea não parece capaz de voar. Além disso, várias espécies foram associadas a um novo gênero, Iliahia, dedicado à planta hospedeira.

Kyhl Austin, da Universidade Havaiana, afirma que Hawaiʻi funciona como um laboratório de evolução ao evidenciar que os insetos cruzaram milhares de quilômetros de oceano para chegar ao arquipélago com maior frequência do que se pensava. O trabalho reforça a importância de conservar a fauna local, muitas vezes pouco estudada.

O pesquisador Karl Magnacca, envolvido com o Programa de Recursos Naturais de Oʻahu, considera a contribuição relevante, pois muitos grupos de insetos nativos não eram estudados há décadas. A equipe analisou coleções de museus com foco em espécies já descritas, além de levantamentos de campo em áreas remotas.

Algumas espécies descritas a partir de acervos já podem estar extintas, não tendo sido observadas na natureza por mais de 100 anos. Entre as descobertas, o estudo descreve seis espécies no novo gênero Iliahia, em parte associadas à planta iliahi, o Santalum spp., conhecido por seu cheiro característico.

O iliahi teve importância histórica no Hawaii, com conflitos que quase dizimaram o sandalwood no início do século XIX. O registro histórico aponta que o wood era trocado por armas e exportado, o que influenciou a disponibilidade de recursos para as mariposas dependentes dele. Hoje, uma espécie de Iliahia, I. pahulu, é considerada criticamente em risco, restrita a uma pequena parcela de árvores em Lanaʻi.

Alguns dos novos táxons descritos a partir de museus já são classificados como extintos na natureza. A pesquisa ilustra a fragilidade da fauna havaiana, onde espécies endêmicas podem desaparecer antes de serem plenamente estudadas. Os autores ressaltam a urgência de monitoramento e conservação contínua.

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