- Mais de 350 profissionais da cultura assinam carta pedindo mais transparência na gestão da Coleção Gelman Santander, que reúne obras de Kahlo, Rivera, Orozco, Izquierdo e outros.
- A coleção, privada, foi adquirida pela família Zambrano em 2023; o Banco Santander ficará responsável pela conservação, pesquisa e exibição de 160 obras, incluindo 18 de Kahlo, com o reorganizado título Gelman Santander Collection.
- INBAL afirma atuar conforme a lei de patrimônio: algumas obras têm exportação temporária permitida, mas Kahlo possui proibição de exportação permanente.
- Signatários solicitam garantias de priorizar a exibição no México e renegociar empréstimos para exposição mais permanente em instituição mexicana.
- Ocorrências recentes indicam plano de empréstimo renovável de cinco anos para as obras, com discussões sobre exibição no México e interesse de museus internacionais, incluindo eventos públicos envolvendo autoridades mexicanas.
O futuro da Gelman Santander Collection, um dos conjuntos mais importantes de arte mexicana do século XX, está em foco após a assinatura de mais de 350 profissionais culturais em uma carta aberta pedindo transparência na gestão e cumprimento das leis de patrimônio. O grupo reivindica clareza sobre exportação, conservação, pesquisa e exibição.
O acervo, adquirido em 2023 pela família Zambrano com a gestão do Banco Santander, reúne 160 obras e inclui 18 de Frida Kahlo. Parte das peças é patrimônio artístico nacional sob supervisão do INBAL, elevando a necessidade de compliance com a legislação mexicana.
O acordo prevê que o banco espanhol coordene a conservação, a pesquisa e a exibição, dentro de um projeto rebatizado como Gelman Santander Collection. A gestão envolve obras de Kahlo, Rivera, Orozco, Izquierdo e Siqueiros, entre outros.
Em meio ao contexto, o INBAL informou que não autorizará a exportação permanente de obras de Kahlo. Permissões temporárias costumam ter validade de um a dois anos, com a possibilidade de empréstimo renovável.
A abertura de uma exposição internacional levou a debates sobre o status de exibição de obras no México. O México City’s Museo de Arte Moderno receberá parte da mostra, antes prevista para várias instituições no exterior.
Mudanças na circulação de obras
O diálogo entre autoridades, a iniciativa privada e museus internacionais gerou críticas sobre a permanência e a prioridade de exibir as obras no país. A diretora do INBAL reiterou o uso de disposições legais para exportação temporária.
Segundo documentos e reportagens, o acordo atual prevê a possibilidade de empréstimo renovável de até cinco anos. Signatários da carta defendem que o foco seja a prioridade de exibir as obras no México.
Repercussões políticas e futuras
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou, em entrevista, que há desejo de manter o acervo no país e que autoridades devem dialogar com os proprietários. A situação aguarda esclarecimentos oficiais sobre o caminho a seguir.
Fontes próximas à Zambrano indicam que o objetivo é expor as obras no México, mantendo a titularidade na família. A mediação entre Banco Santander, Zambrano e o INBAL segue em curso, com novas informações esperadas.
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