- Israel impediu que Pierbattista Pizzaballa, máxima autoridade católica em Terra Santa, e mais três dirigentes rezassem no Santo Sepulcro durante o Domingo de Ramos.
- O Holy Sepulcro permanece fechado desde o início da guerra contra o Irã, com as autoridades israelienses mantendo restrições na área da antiga Jerusalém.
- A decisão provocou condenações internacionais de Pedro Sánchez, Emmanuel Macron e Giorgia Meloni, além de críticas de Mike Huckabee, em meio a debates sobre segurança e liberdade religiosa.
- O governo de Israel, por meio da polícia, justificou a ação dizendo ter agido para proteger a segurança dos fiéis, em meio a uma cidade histórica de acesso restrito.
- O presidente israelense, Isaac Herzog, ligou para Pizzaballa para expressar pesar pelo incidente; Netanyahu defendeu a atuação policial.
Israel impediu neste domingo a entrada ao Santo Sepulcro de Jerusalém de Pierbattista Pizzaballa, máxima autoridade católica na Terra Santa, e de outros três cargos, para uma celebração privada do Domingo de Ramos. A medida ocorreu sob pretexto de segurança em meio ao conflito com o Irã e provocou uma escalada de críticas internacionais. O incidente ocorreu na Cidade Velha, local sagrado para cristãos, islâmicos e judeus.
O Patriarcado Latino de Jerusalém informou que os dirigentes foram interceptados pela polícia enquanto se dirigiam ao local, sem cerimônias previstas, e que tiveram de retornar. Trata-se, segundo o comunicado, da primeira vez em séculos que a celebração não pôde ocorrer no Santo Sepulcro. As autoridades citam restrições de segurança em uma área com poucos abrigos antiaéreos e dificuldade de atendimento a feridos.
A polícia justificou a ação pela necessidade de evitar aglomerações no centro histórico, considerado zona complexa para operações de resgate. O Patriarcado enfatiza que as lideranças religiosas atuaram com responsabilidade desde o início da guerra, suspendendo eventos públicos e facilitando o fluxo de peregrinos de várias regiões afetadas pelo conflito.
Reações
Em Roma, a primeira reação veio de Giorgia Meloni, que descreveu o episódio como uma ofensa à liberdade religiosa. Em Paris, Emmanuel Macron posteriormente manifestou apoio ao Patriarca Latino e aos cristãos de Terra Santa. Nos Estados Unidos, o embaixador Mike Huckabee criticou o que chamou de excesso, apontando repercussões globais.
O governo de Israel, por meio do premiê, Benjamin Netanyahu, defendeu a atuação policial, afirmando que a passagem foi bloqueada sem má intenção e com foco na segurança. O presidente Isaac Herzog telefonou ao Pizzaballa para expressar pesar pelo ocorrido e reiterar a importância de manter canais de diálogo entre autoridades israelenses e a Igreja.
A gestão de segurança na Cidade Velha tem sido alvo de debate. Autoridades destacam que, além do Santo Sepulcro, locais como a Explanada de as Mesquitas e o Muro das Lamentações também enfrentam restrições, citando a necessidade de proteger vidas diante do contexto de conflito regional. O tema segue sob escrutínio internacional.
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