- Shenzhen recebeu duas novas museus em fase de abertura: o Róng Museum, financiado pela Tencent, liderado por Pi Li, para explorar a relação entre arte e tecnologia.
- JD Museum irá abrir em 2027 em Shenzhen, com Robin Peckham à frente, no novo complexo da sede da JD.com, integrando tecnologia e cultura.
- Em Guangzhou, o Guangdong Times Museum e outras instituições privadas fortalecem o ecossistema regional, ampliando intercâmbios entre Hong Kong e o continente.
- O cenário cultural da região da Baía das Pérolas (Greater Bay Area) ganha maior conectividade por infraestrutura, rotas de trem e voos, facilitando viagens entre cidades como Hong Kong, Guangzhou e Shenzhen.
- Especialistas destacam que, apesar de avanços, a integração cultural ainda está em desenvolvimento, com debates sobre o papel das empresas privadas como responsabilidade social versus soft power.
Shenzhen e Guangzhou promovem pontes culturais com novos museus, reforçando ligações entre Hong Kong e a China continental. Infraestrutura, rotas ferroviárias e voos ampliam o intercâmbio, além de parcerias entre artistas e instituições.
A região do Delta do Rio das Pérolas ganha ecossistema de museus privados. Guangzhou sediará o Guangdong Times Museum, concebido por Rem Koolhaas, enquanto Foshan abriga o He Art Museum, de Tadao Ando, aberto em 2020 e já com atividades contínuas.
Novos museus em Shenzhen
Duas instituições estão previstas para abrir em Shenzhen. O Róng Museum, ligado à Tencent, será liderado por Pi Li, ex-curador da Sigg Collection em Hong Kong e ex-chefe de arte no Tai Kwun. O objetivo é explorar a relação entre arte e tecnologia.
A JD.com planeja abrir o JD Museum em 2027, no novo prédio da empresa em Shenzhen. Robin Peckham, ex-diretor do Taipei Dangdai, ocupará o cargo de diretor executivo. O espaço integra o ecossistema tecnológico da cidade para elevar a infraestrutura cultural.
Contexto regional e debate
Habitantes da região já viajam entre cidades para acessar facilities culturais de menor custo e maior oferta em Guangdong, incluindo arte. A integração do GBA é gradual, com mudanças na circulação de pessoas, trabalho e turismo entre Hong Kong e o continente.
Entre profissionais, há expectativa de que os novos espaços ajudem a consolidar uma rede de apoio a artistas e curadores. Alguns especialistas destacam a necessidade de sistemas maduros para sustentar a produção cultural local.
Perspectivas para a região
Autoridades e agentes culturais veem oportunidades de cooperação entre Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong. A expansão de museus privados e a presença de grandes empresas digitais devem estimular colaborações e programas conjuntos no Delta.
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