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Antissemitismo normalizado em campi no Reino Unido, diz UEJ

Relatório indica que antisemitismo é normalizado em campi britânicos, com 23% testemunhando hostilidade e quase metade justificando ataques de Hamas

A UJS report, called Time for Change, said Jewish students also faced increased social ostracisation.
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  • Pesquisa da Union of Jewish Students com mil estudantes de 170 instituições mostra que 23% já viram comportamentos direcionados a judeus por religião ou etnia e 49% testemunharam justificativas para os ataques de 7 de outubro.
  • Quase metade dos entrevistados (47%) viu justificativas para ataques do Hamas; 65% relataram que their aprendizagem foi prejudicada por protestos.
  • O relatório aponta ostracismo social, incluindo caso em que moradores não judeus disseram, em redes sociais, ter “uma única regra – nenhum judeu no apartamento”; 26% sabem ou já vivenciaram amizades com judeus tornando-se mais distantes.
  • Há relatos de perseguição, ameaças, abusos verbais e ataques físicos contra estudantes judeus.
  • Sobre resposta institucional, 25% não se importam muito ou nada com a possibilidade de abrir sobre a identidade judaica; 20% desafiaram o preconceito, 22% denunciaram à associação de estudantes e 23% à universidade.

O Union of Jewish Students (UJS) aponta que o antissemitismo se tornou comum em campi britânicos, segundo uma pesquisa com estudantes de diversas confissões. O estudo revela que 23% já viram comportamentos que visam judeus pela religião ou etnia, e 47% viram justificativas aos ataques de 7 de outubro promovidos pelo Hamas.

O levantamento, feito com 1.000 estudantes de 170 instituições de ensino superior, mostra que 49% ouviram slogans que elogiam Hamas, Hezbollah ou grupos proibidos, e 65% tiveram o aprendizado prejudicado por protestos. O relatório descreve ainda aumento de ostracismo social contra alunos judeus.

Entre relatos de discriminação, há casos de perseguição, insultos e agressões físicas. Segundo o UJS, houve situações em que colegas não judeus deixaram claro que não aceitariam morar com judeus, além de relatos de vizinhança hostil em redes sociais.

A pesquisa aponta que 26% conhecem ou já vivenciaram distanciamento entre amizades envolvendo estudantes judeus. Mesmo entre quem testemunhou antissemitismo, 25% demonstraram apatia, e entre os que presenciaram atos, 20% reagiram, 22% denunciaram à associação estudantil e 23% à universidade.

Contexto institucional

O relatório também cita resposta de autoridades. A Universidades UK afirma atuação conjunta com líderes universitários, UJS, Community Security Trust e o serviço de capelania judaica para enfrentar o problema e apoiar ações institucionais.

Líderes ligados ao setor destacam que governo anunciou apoio ampliado para combater extremismo e intimidação em campi, incluindo um charter de coesão para fortalecer valores compartilhados. O Office for Students afirmou que tomará medidas contra instituições que não protejam estudantes.

A divulgação do estudo, intitulado Time for Change, foi realizada pela JL Partners, que entrevistou 1.000 estudantes de 170 instituições, ajustando os resultados ao perfil demográfico do campus. Os dados reforçam a necessidade de respostas institucionais mais firmes.

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