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Rabino defende apoio a refugiados judeus diante de assédio da ultradireita

Rabino afirma que trabalho de apoio a refugiados continuará, apesar do assédio da ultradireita e de teorias conspiratórias que atingem organizações judaicas

Rabbi David Mason and the Rev Guli Francis-Dehqani at the Refugee Shabbat event in London.
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  • O rabino David Mason, diretor executivo da HIAS+JCORE, disse que grupos judeus que ajudam refugiados continuarão o trabalho, apesar de assédio de a(rad) extremistas de direita.
  • Atacantes de ultradireita têm usado abusos antissemíticos e teorias da conspiração, como a “grande substituição”, para intimidar organizações que apoiam refugiados.
  • O evento Refugee Shabbat em Londres reuniu líderes judaicos, de outras fés, organizações de refugiados e estudantes, com atividades para destacar a solidariedade.
  • Pelo menos sessenta sinagogas e sociedades estudantis judaicas planejam marcar o Shabbat com relatos e atividades voltadas a refugiados; há também iniciativas locais como encontros mensais e grupos de apoio.
  • Mason destacou que a ajuda local persiste apesar da guerra Israel-Hamas e das tensões nacionais, criticando eventos de “interfaith celebrities” e alertando sobre políticas de asilo que podem afastar pessoas que já criaram vínculos no país.

Rabbi David Mason, diretor executivo da HIAS+JCORE, afirmou que o trabalho de solidariedade com requerentes de asilo continuará mesmo diante de assédio de ativistas de direita contra organizações judaicas que ajudam refugiados. O anúncio foi feito durante o Refugee Shabbat em Londres.

Ele descreveu abusos antissemíticos, principalmente on-line, alimentados por teorias da conspiração que associam a migração a planos de-minor construir sociedades ocidentais. Mason citou como paralelos narrativas usadas por autores de ataques a congregações judaicas em Pittsburgh, em 2018.

O dirigente lembrou que, apesar da hostilidade, várias sinagogas e grupos comunitários continuam apoiando refugiados, ainda que a segurança diária torne a atuação menos visível. O evento reuniu líderes judaicos, de outras faiths, organizações de refugee, políticos e estudantes.

Apoio contínuo à causa

Mais de 60 outras sinagogas e sociedades estudantis judaicas planejam marcar o Shabbat com atividades voltadas aos refugiados, como sermões, conversas em mesas de sexta-feira e exposições. Algumas entidades promovem atendimentos mensais a requerentes de asilo.

Mason destacou o programa Jump, criado pela HIAS+JCORE, que chega aos 20 anos e une voluntários a jovens não acompanhados entre 16 e 25 anos, oferecendo apoio social, assistência prática e fundos de emergência. Um mentor voluntário relatou sentir-se parte essencial da vida do jovem assistido.

Ele afirmou que os ataques após as ofensivas recentes no Oriente Médio dificultam o trabalho inter-religioso em âmbito nacional, embora relações locais entre comunidades de fé permaneçam fortes. O dirigente criticou eventos de “interaquiência” com objetivo meramente fotográfico, defendendo encontros que possam resolver problemas reais da sociedade.

Mason também elogiou o enfoque do governo trabalhista em coesão social, mas manifestou preocupação com a retórica recente sobre políticas de asilo e migração. A HIAS+JCORE chegou a organizar uma carta inter-religiosa pedindo políticas mais compassivas, após declarações que descreviam estrangeiros como intrusos.

O dirigente ressalta que, mesmo com dissenso dentro da comunidade judaica, a história de exílio e refúgio da população judaica pode incentivar uma postura de acolhimento hoje. Sem controle efetivo da divisão social, há risco de ampliar generalizações e distorções entre comunidades.

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