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Aumento de escolas religiosas e homeschooling pode reduzir coesão social

Labor aponta aumento de escolas religiosas e ensino domiciliar como risco à coesão social, defendendo ações para ampliar a interação entre crianças diversas

In a speech on Wednesday, the assistant minister for citizenship, customs and multicultural affairs, Julian Hill, will propose new efforts to promote better mixing of Australian children from different backgrounds.
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  • O deputado trabalhista Julian Hill afirma que o crescimento de escolas com orientação religiosa e do ensino em casa pode levar crianças à vida adulta sem contato significativo com pessoas de diferentes culturas e religiões.
  • Hill, secretário assistente do governo de Anthony Albanese para cidadania, alfândega e assuntos multiculturais, diz que tendências educacionais recentes podem mitigar a convivência intercultural e a coesão social.
  • Ele aponta que, desde dois mil e quinze, abriram-se 320 novas escolas católicas e privadas, ante 279 escolas públicas, e que 33,9 por cento dos alunos estudam em instituições com uma afiliação religiosa.
  • O ganho do ensino domiciliar também é destacado, com aumentos de 232 por cento em Queensland, 116 por cento em New South Wales e 85 por cento em Victoria.
  • Hill defende ações para promover a interação entre crianças de diferentes origens por meio de esportes, atividades extracurriculares e eventos sociais, citando Singapura como exemplo de políticas que promovem esse cross‑mix.

O aumento de escolas religiosas e do ensino domiciliar na Austrália pode reduzir a exposição dos jovens a pares de diferentes culturas e religiões, segundo o deputado trabalhista Julian Hill. Em discurso à McKell Institute, Hill, secretário assistente do governo de Albo para cidadania, imigração e assuntos multiculturais, afirmou que tais tendências educacionais podem frear a coesão social intercultural.

Hill destacou que parte das crianças chega à vida adulta sem conviver com pessoas de diferentes origens, o que, na avaliação dele, pode impactar o intercâmbio entre comunidades. O esforço é encontrar caminhos para ampliar a convivência entre crianças de diferentes origens por meio de esportes, atividades extracurriculares e eventos sociais.

Dados apresentados indicam que, desde 2015, foram abertas 320 escolas católicas e privadas, ante 279 escolas governamentais. A parcela de alunos em instituições com filiação religiosa alcançou 33,9% no ano passado, totalizando cerca de 1,4 milhão de estudantes.

Dados e tendências

O registro de homeschooling também mostra crescimento. No último quin-quênio, Queensland registrou alta de 232% nas matrículas, NSW 116% e Victoria 85%. Hill mencionou relatos de currículos considerados extremos ou conservadores em algumas redes, pedindo cuidado com a continuidade dessa tendência.

Hill afirmou que não é contra a educação baseada na fé, mas questionou se há necessidade de ampliar ações para fortalecer o chamado capital de conexão entre diferentes grupos. Segundo ele, iniciativas bem ganhadas de interculturalidade podem reduzir preconceitos, melhorar a integração e aumentar a confiança entre comunidades e instituições.

Propostas para a coesão

Entre as propostas, o deputado sugerirá políticas para incentivar a convivência entre crianças de origens diversas, incluindo maior participação em atividades coletivas e esportes. O objetivo é promover uma mistura mais abrangente de experiências e trajetórias culturais no ambiente escolar e fora dele. Hill também citou modelos de outros países como referência para promover encontros entre estudantes de diferentes escolas e comunidades.

O discurso ocorre um dia após a primeira audiência de uma comissão real sobre antisemitismo e coesão social, tema que ganhou relevância após ataques recentes. Hill também questionou declarações de aliados de partidos minoritários, enfatizando a necessidade de evitar narrativas que elevem tensões comunitárias.

O parlamentar afirmou que a promessa de multiculturalismo na Austrália depende de ações concretas para assegurar igualdade de oportunidades para todos, independentemente de origem e tempo de residência. A leitura do governo é de que políticas de integração devem acompanhar o crescimento de instituições religiosas na educação.

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