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Refugiados desaparecem; igrejas rezam e advogados entram com ações

Operação PARRIS reavalia refugiados em Minnesota, resultando prisões e detenções, gerando dúvidas sobre devido processo entre comunidades Karen

Federal agents arrest a man after they stopped and questioned him in the street during an Immigration Enforcement Operation in Minneapolis, Minneapolis, MN, U.S.
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  • O governo lançou a operação PARRIS para reexaminar refugiados que entraram nos EUA, levando prisões e detenções de refugiados legais em Minnesota.
  • Refugiados foram presos em suas casas, ruas e locais de trabalho, muitos sem aviso prévio ou explicação, e transferidos para instalações em Texas.
  • Organizações locais e igrejas evangélicas ajudaram com advogados, petições de habeas corpus e suporte humanitário, enquanto comunidades Karen buscavam compreender os fatos.
  • Críticos afirmam que as detenções carecem de due process e que muitos refugiados não tinham direito claro a detenção nem a acesso a assessoria jurídica adequada.
  • Um juiz estadual ordenou a liberação de uma refugiada com recém-nascido, e a situação gerou dúvidas sobre confiança nas autoridades, com ações de apoio contínuas das comunidades religiosas.

O Minnesota vive um momento de tensão humanitária após a escalada de detenções de refugiados que chegaram ao país já com vдинificação prévia. A operação, chamada PARRIS pelo Departamento de Segurança Interna, visa reexaminar casos de refugiados que entraram nos EUA sem ainda possuir green card.

James, refugiado Karen do Myanmar, perdeu a sensação de segurança ao ver policiais federais abordarem pessoas nas ruas, em casas e em estabelecimentos do estado. Ele e a família chegaram há pouco mais de um ano ao Twin Cities e eram apoiados por uma congregação local para se estabelecer.

A partir de 10 de janeiro, relatos indicam que dezenas de refugiados foram presos durante ações da ICE em Minnesota, Texas e outras localidades, sob a alegação de que precisam de nova entrevista de elegibilidade. O total de detidos inclui pessoas sem antecedentes criminais e com documentação regular.

Conformidade com o devido processo tem sido questionada por organizações de apoio, que apontam falta de informação aos detidos sobre os motivos das prisões e a transferência para centros de detenção em outros estados. A defesa argumenta que não há base legal para detenções tão generalizadas.

Organizações religiosas locais, como Arrive Ministries e duas igrejas anglicanas, formaram redes de apoio jurídico para habeas corpus. Ações rápidas buscaram impedir deslocamentos entre estados enquanto há dúvidas sobre a legalidade dos procedimentos.

Uma mãe karen que trabalhava como enfermeira de parto foi detida em 10 de janeiro, separando-se do filho de cinco meses. A separação gerou pressão pública e levou a uma ordem de liberação de uma juíza federal, que descreveu o ato como desproporcional.

Especialistas em imigração afirmam que refugiados passam por verificação extensa antes da entrada nos EUA e que a reavaliação não tem precedente de detenção generalizada. Advogados defendem que as detenções deveriam ocorrer apenas por meio de entrevistas agendadas, não de prisões domiciliárias.

Ao longo das semanas, famílias temem perder documentos, cartas de convicação para entrevistas em meio a horários apertados e notificações curtas. A apreensão aflige comunidades religiosas que apoiam refugiados, com relatos de raids próximos a igrejas.

No cenário local, a resposta de líderes religiosos enfatiza a necessidade de preservar a dignidade humana e o direito a um processo justo. Representantes destacam que muitos refugiados chegaram com alto nível de qualificação e que a política não deve colocar famílias em situação de insegurança.

O tribunal federal já acionou medidas temporárias para impedir novas prisões em Minnesota, com avaliação contínua das consequências legais. A evolução do caso interessa também refugiados em outros estados, potencialmente afetados pela expansão da operação.

James aguarda a renovação do status de green card. Ele comenta que a fé o sustenta, sem demonstrar raiva, e reforça a importância de apoio comunitário para atravessar a crise. O caso segue em tramitação, com desdobramentos esperados nos próximos dias.

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