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Escândalo Epstein rompe mitos sobre a elite francesa

Arquivos de Epstein expõem a infiltração da elite francesa em redes de poder, com Jack Lang sob escrutínio e questões fiscais

Jack Lang with Jeffrey Epstein at the Louvre in Paris.
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  • Novos documentos de Epstein mostram como o financista se aproximou de parte da elite cultural e política francesa, incluindo viagens de jato particular e estruturas offshores.
  • Hermès decidiu, em dois mil dezesseis, devolver um item doado a um leilão após saber da participação de Epstein, um movimento considerado uma “limpeza” moral silenciosa.
  • O centro das atenções é Jack Lang, ex-ministro da cultura, que aparece em centenas de mensagens envolvendo favores, jantares e pedidos de carros com chauffeur. Lang afirma agir de boa fé e disse que não sabia do passado criminal de Epstein.
  • A filha de Lang, Caroline Lang, é citada em negócios com Epstein em 2016, envolvendo uma empresa nas Ilhas Virgens Americanas e projetos para obras de jovens artistas franceses; ela nega irregularidades e não enfrenta acusações criminais, apenas questões fiscais e éticas.
  • O caso mostra como dinheiro e influência política se entrelaçam na França, com menções a uma possível tentativa de desinformação russa ligada a Emmanuel Macron, além de ligações entre Epstein e figuras ligadas à política de extremas-direitas.

Em meio aos arquivos de Jeffrey Epstein, surgem novas evidências sobre como o financista americano se infiltrou na esfera cultural e política da França, sem revelar uma rede francesa de exploração infantil. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram interações com figuras de destaque, além de gestos de doação, conveniências e estruturas offshore vinculadas a nomes de peso no país.

O foco recai sobre Jack Lang, ex-ministro da Cultura e figura central da vida cultural francesa. Lang, hoje com 86 anos, aparece em centenas de mensagens, jantares, pedidos de favores e convites. Ele admite conhecer Epstein há cerca de 15 anos, afirma ter desconhecido o passado do financiador e reconhece ter recebido propostas de uso de um carro com motorista para eventos privados.

Contatos e favores

Lang agradece a Epstein pela “infinitay generously” e pergunta sobre novas possibilidades de empréstimo de veículo para uma festa do Aga Khan. A correspondência revela um padrão: alianças entre elites culturais e estruturas privadas, com a famosa rede social de amizade servindo de suporte para viagens e projetos. Lang também voltou a figurar em investigações criminais ligadas à fiscalização fiscal e à eventual lavagem de dinheiro, segundo os documentos.

A influência de Epstein na França não se limita a Lang. Caroline Lang, filha do ex-ministro, aparece como coproprietária de uma empresa nas Ilhas Virgens, criada com Epstein em 2016 para supostamente negociar obras de jovens artistas franceses. A estrutura não foi declarada às autoridades fiscais francesas, e Epstein indicou Caroline como beneficiária de US$ 5 milhões em seu testamento, valor que a própria Lang afirma desconhecer.

Repercussões e respostas

Caroline Lang descreveu-se publicamente como “naïve” e negou estar ligada de forma íntima a Epstein, ressaltando que não enfrenta acusações criminais no momento. O foco da investigação fiscal envolve, na prática, questões éticas e de conformidade, não apenas o aspecto sexual.

A investigação envolvendo Lang levou a um afastamento potencial da direção do Institut du Monde Arabe, instituição apoiada pelo governo, após o Ministério Público francês abrir apuração preliminar sobre possíveis operações de evasão fiscal envolvendo Lang e sua filha. A resposta do entorno de Lang tem sido de defesa da boa-fé e de esclarecimentos, sem, contudo, excluir a continuidade de apurações.

Panorama internacional e impactos

Os arquivos também mencionam outras personalidades e vínculos entre o financiamento privado, política e mídia. Em 2018-2019, conversas associaram Epstein a estratégias de apoio financeiro a partidos, incluindo relações com figuras ligadas ao espectro político francês, ainda que sem evidências de doações diretas por Epstein.

Paralelamente, autoridades francesas reportaram uma campanha de desinformação com ligação a Rússia, tentando associar Emmanuel Macron a Epstein por meio de sites falsos e disseminação de imagens manipuladas. O episódio ilustra como o tema Epstein se tornou um marco para discutir poder, prestígio e transparência na esfera pública.

Conclusões provisórias

As revelações não comprovam uma rede de exploração sexual na França, mas evidenciam um padrão de proximidade entre elites culturais e financeiros que abre espaço para questionamentos sobre limites éticos e transparência. Em diferentes polos, as descobertas apontam para a necessidade de regras mais claras e de fiscalização rigorosa sobre relações entre dinheiro privado e instituições públicas.

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