- Em fevereiro de 2013, Epstein envia e-mails a assistentes de Bill Gates com sugestões de convidados para um jantar, incluindo Ban Ki-moon, Woody Allen, um primeiro-ministro e Anne Hathaway, além de mencionar modelos da Victoria’s Secret.
- Os arquivos revelam um patriarcado em ação: homens ricos e poderosos, mulheres presentes principalmente como organizadoras, acompanhantes e provedoras de serviços.
- Lesley Groff, funcionária de Epstein, gerencia agendas, viagens e logística das mulheres, além de pedir snacks para encontros com figuras-chave e coordenar detalhes com assistentes de outros empresários.
- As conversas entre homens exibem tom de fraternidade, troca de favores e partilha de informações; as mulheres aparecem pouco nesses espaços, quando aparecem é para organização de serviços ou atividades de apoio.
- O material também mostra uso de filantropia para expandir redes, além de mensagens que revelam desrespeito e objetificação das mulheres, com Epstein, às vezes, demonstrando desdém ou controle sobre elas.
O material vazado a partir dos arquivos do Departamento de Justiça dos EUA sobre Jeffrey Epstein revela um funcionamento patriarcal, com homens poderosos no centro e mulheres em posições periféricas, muitas vezes como organizadoras de agendas, diárias e logística de encontros. O conjunto de mensagens mostra dinâmicas entre elites globais e quem as cerca.
A partir de fevereiro de 2013, Epstein envia mensagens a assistentes de Bill Gates sobre convidados para um jantar, listando nomes de figuras influentes ao lado de propostas de participação feminina. O texto sugere que mulheres podem integrar a roda de poder, ainda que de forma marginal. Os e-mails também discutem preferências de hospedagem, alimentação e logística de viagens.
Entre as funcionárias, destaca-se Lesley Groff, chefe de gabinete de Epstein, responsável pela organização de agendas, alimentação e encontros com figuras relevantes. Ela coordena viagens, reservas de helicópteros e diárias de visitantes, mantendo contato próximo com assistentes de outros bilionários e líderes mundiais. A figura feminina atua como ponte operacional.
Em paralelo, as conversas entre homens revelam tom de fraternidade, piques de status e troca de favores. Assuntos vão de agendas de viagens a informações sobre instituições financeiras e contatos de poder. A comunicação também evidencia a facilidade com que se trocam recomendações e apoio para manter a rede de influência de Epstein e aliados.
O material aponta ainda a participação de mulheres associadas a causas filantrópicas, utilizadas para ampliar redes de influência e desviar a atenção de outros assuntos. Em certos trechos, há menções a procedimentos de saúde, encontros com personalidades e logística de deslocamentos internacionais, sempre sob a perspectiva de servir aos interesses dos homens da elite.
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