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PF investiga investimentos da Previdência do Amapá no Banco Master e mira Amprev

PF deflagra Zona Cinzenta para apurar gestão de cerca de R$ 400 milhões da Amprev em letras financeiras do Banco Master, envolvendo Jocildo Lemos; apuração em sigilo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Foto: Divulgação/PF
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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Zona Cinzenta para apurar irregularidades na gestão de recursos da Amprev, previdência do Amapá, com foco em investimentos em letras financeiras do Banco Master, que somam cerca de R$ 400 milhões.
  • Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal, mirando o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e dois integrantes do comitê de investimentos.
  • Segundo as investigações, houve votação favorável às aplicações em três reuniões realizadas em julho de 2024; há suspeitas de gestão temerária e gestão fraudulenta e de que recursos de aposentadorias e pensões teriam sido aplicados em ativos de alto risco sem garantias do Fundo Garantidor de Créditos.
  • A PF busca entender se houve alertas técnicos contrários às operações e se pareceres técnicos foram ignorados ou suprimidos no processo decisório; o montante investido representa cerca de quatro vírgula sete por cento do patrimônio da Amprev.
  • O caso tem desdobramento político porque o atual presidente da Amprev foi indicado ao cargo por Davi Alcolumbre; a investigação corre em primeira instância e tramita sob sigilo.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Zona Cinzenta para apurar irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá. O foco são investimentos da Amprev em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, totalizando cerca de 400 milhões de reais. A apuração envolve possíveis crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta.

Entre os alvos estão o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, e dois integrantes do comitê de investimentos da autarquia. Segundo as investigações, eles teriam votado favoravelmente às aplicações em três reuniões ocorridas em julho de 2024. A PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal.

Operação e alvos

A Polícia investiga se os recursos previdenciários — destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais — foram aplicados em ativos de alto risco sem garantias do Fundo Garantidor de Créditos. Também busca esclarecer se houve alertas técnicos contrários às operações e se pareceres foram ignorados no processo decisório.

O montante investido representa cerca de 4,7% do patrimônio da Amprev. A direção da autarquia afirmou à época que as aplicações seguiam a política de investimentos e que a taxa de retorno oferecida pelo banco era mais vantajosa. A investigação tenta reconstruir toda a cadeia de decisões que levou aos aportes.

A apuração tem repercussão política porque o presidente atual da Amprev foi indicado ao cargo por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Embora Alcolumbre não seja alvo da operação, a atuação de um indicado direto em investimentos relevantes de fundos públicos é objeto de escrutínio no contexto político. O caso tramita em primeira instância sob sigilo.

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