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STM retira patente de major do Exército condenado por desvio milionário

Superior Tribunal Militar retira patente de major condenado por desvio de mais de 25,7 milhões de reais em convênios entre Exército e DNIT

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Foto: Divulgação/Flickr/STM
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  • O Superior Tribunal Militar retirou a patente de major da reserva Washington Luiz de Paula, condenado a 16 anos de prisão por chefiar esquema de fraude.
  • O esquema desviou mais de 25 milhões de reais em convênios entre o Exército e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), entre 2004 e 2005.
  • Fraudes envolviam empresas de fachada registradas em nomes de laranjas, incluindo parentes do oficial, que venciam licitações na modalidade convite e recebiam pagamentos adiantados sem execução.
  • O rombo, atualizado até dezembro de 2011, chegou a 25,7 milhões de reais; a investigação mirou 15 pessoas em 88 processos licitatórios.
  • A defesa do major contestou a acusação, alegando insuficiência de provas e apontando vícios no processo.

O Superior Tribunal Militar determinou a perda da patente do major da reserva Washington Luiz de Paula, condenado a 16 anos de prisão por chefiar um esquema de desvio de recursos públicos. O crime teriam ocorrido entre 2004 e 2005, envolvendo convênios entre o Exército e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT). A decisão foi anunciada na terça-feira, dia 2.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), o esquema consistia na criação de empresas de fachada, registradas em nomes de laranjas, entre elas parentes do major. Essas companhias venciam licitações na modalidade convite e recebiam pagamentos antecipados por serviços que não eram executados.

O rombo aos cofres públicos, com valores atualizados até dezembro de 2011, supera 25,7 milhões de reais. Ao todo, a investigação alcançou 15 pessoas envolvidas em 88 processos licitatórios. A defesa de Washington Luiz de Paula contestou a representação, alegando insuficiência de provas e vícios no processo, porém não houve mudança no resultado da denúncia.

Contexto e desdobramentos

A decisão do STM confirma a indignidade para o oficialato, aplicada antes apenas a militares da ativa ou da reserva que cometem crimes graves. O processo apura responsabilidades entre diferentes etapas do convênio, incluindo fases de planejamento, licitação e pagamento.

A apuração, segundo o MPM, envolveu análise de documentos, contratos simulados e movimentações financeiras associadas às empresas de fachada. O Ministério Público Militar sustenta que o conjunto de atos configurou desvio de recursos públicos destinados a obras e serviços de infraestrutura.

O caso permanece sob tramitação no âmbito da Justiça militar, com a definição de sanções adicionais cabíveis conforme o entendimento da defesa e dos órgãos responsáveis pela execução penal.

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