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Organização indígena compra área úmida na Austrália para conservação

Organização indígena assume propriedade de 33 mil hectares no Great Cumbung Swamp, NSW, para conservar ecossistema úmido e proteger espécies ameaçadas no Murray-Darling

The Great Cumbung Swamp in 2019 (left) and 2022 (right). Images by James Fitzsimons (left) and Matt Davis (right) (CC BY 4.0).
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  • Propriedade de 33 mil hectares no Great Cumbung Swamp, no sul de New South Wales, passou a posse indígena de longo prazo em 2026, com a Nari Nari Tribal Council e apoio da The Nature Conservancy.
  • O pântano abriga água aberta e áreas de caniços, com domínio de bosques de Eucalipto-raspador, servindo de habitat para aves aquáticas, anfíbios, peixes e répteis; cerca de 11,5 mil aves aquáticas visitam anualmente.
  • O local é avaliado como de importância Ramsar, reconhecido internacionalmente por seu valor ecológico.
  • O terreno já enfrentou desmatamento e manejo de gado; em 2019, a parceria entre The Nature Conservancy e Tiverton Agricultural Impact Fund comprou para prevenir degradação, levando a recuperação da vegetação e da biodiversidade com menor pressão de pastagem.
  • Desde a aquisição pela NNTC, 16 mil hectares passaram a ter proteção legal permanente, com foco em melhorar a saúde ecológica, proteção da biodiversidade e restauração em escala de paisagem.

A organização indígena Nari Nari Tribal Council assumiu a propriedade de um grande ecossistema alagável na Bacia Murray-Darling, na Austrália, com foco na conservação. A transação ocorreu em 2026, após captação conjunta entre a NNTC e a ONG The Nature Conservancy (TNC). A área mede 33 mil hectares e abriga a maior parte do Great Cumbung Swamp, no fim do rio Lachlan, em New South Wales.

O Great Cumbung Swamp mescla água aberta e áreas de juncais, cercadas por bosque de Eucalyptus camaldulensis. O local é refúgio de aves aquáticas, anfíbios, peixes e répteis, recebendo estimativas de 11,5 mil aves aquáticas migrando ou residindo ali anualmente.

Importância ecológica e histórico de uso

O ecossistema já foi avaliado para ser listado como Ameaçado Ramsar de relevância internacional. A área sofreu décadas de manejo inadequado, com desmatamento e pastoreio. Em 2019, TNC e Tiverton Agricultural Impact Fund compraram a propriedade para conter a intensificação agrícola.

Progresso na conservação e modelo de gestão

Desde a compra pela NNTC, cerca de 16 mil hectares passaram a ter proteção legal permanente, assegurando o manejo do pântano e da faixa ribeirinha. A NNTC já administra áreas adjacentes dedicadas à conservação, como a Gayini e a Toogimbie.

Perspectivas e próximos passos

A transição para a gestão indígena reforça a governança cultural na conservação, com foco na saúde ecológica, proteção da biodiversidade e restauração em escala de paisagem. A liderança indígena indica prioridade em melhorias contínuas da área.

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