- O Bornean ferret badger (Melogale everetti) vive apenas nas montanhas de Sabah, na ilha de Borneo.
- Entre 2021 e 2024, pesquisadores instalaram 188 câmeras-armação em Sabah ocidental e registraram mais de 400 avistamentos, encontrando uma nova população.
- A modelagem de habitat indica que a espécie ocorre apenas na paisagem montanhosa Kinabalu-Crocker-Trusmadi.
- Os cientistas sugerem o nome comum Kinabalu ferret badger para destacar a área central de vida e facilitar o reconhecimento público.
- Especialistas ressaltam que mapear melhor o habitat é essencial para a conservação diante de pressões de desmatamento e mudanças climáticas.
O Bornean ferret badger, um pequeno carnívoro com o corpo ágil de um furão e máscara facial de curto, vive apenas nas montanhas de Sabah, estado da Malásia na ilha de Borneo. Um estudo recente confirma que a espécie Melogale everetti tem distribuição restrita a essa região montanhosa.
Entre 2021 e 2024, uma equipe da Bornean Carnivore Programme, integrada ao WildCRU da Universidade de Oxford, em parceria com a Sabah Forestry Department e a Sabah Parks, instalou 188 estações de armadilhas fotográficas no noroeste de Sabah e registrou a espécie mais de 400 vezes. A pesquisa identificou uma nova população na reserva florestal Nuluhon-Trusmadi, ampliando o conhecimento sobre o alcance da espécie, que, porém, mantém-se dentro da paisagem montanhosa Kinabalu-Crocker-Trusmadi.
A equipe recomenda o uso do nome comum Kinabalu ferret badger, em alusão à área central de ocorrência, para aumentar a conscientização pública sobre a espécie. A pesquisadora Andrew Hearn destacou que nomes podem influenciar perceções e atração turística. Comunidades locais já atuam com ecoturismo de base, e os pesquisadores avaliam a viabilidade de transformar a ferret badger em mais um atrativo para visitantes da região.
Conservação e participação local
Especialista externo em fauna de Bornéo, Benoit Goossens ressalta a importância de refinar o mapa de habitat da espécie para orientar ações de proteção. Em um cenário de pressões por desenvolvimento e mudanças climáticas, conhecer a localização da espécie é o primeiro passo para sua sobrevivência a longo prazo.
A pesquisa aponta que evitar a fragmentação de habitat e ampliar o monitoramento são medidas chave. A colaboração entre instituições, comunidades e órgãos governamentais é apresentada como caminho para manter a espécie sob vigilância e promover benefícios diretos à população local.
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