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Elefantes retornam ao leste da Zâmbia e comunidades cultivam convivência

Elefantes retornam ao leste da Zâmbia; comunidades adotam estratégias de convivência para proteger safra e evitar conflitos

Farmers Anna Zimba and her husband Phaniso Zgambo stand in front of a cement granary. Around 30 such granaries have been built within the farming communities that are near to Kasungu National Park, offering greater protection to stored maize from hungry elephants.
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  • Elefantes voltaram à região leste da Zâmbia após mais de cinquenta anos, chegando perto de Chipangali, na fronteira com o Parque Nacional Kasungu, em território de Malawi.
  • O retorno foi impulsionado pela introdução de 263 elefantes no Parque Kasungu em 2022, com a área formando parte de uma Área de Conservação Transfronteiriça entre Zâmbia e Malawi (2015).
  • A IFAW (Fundação Internacional de Bem-Estar Animal) atua com monitoramento por colares de satélite em 31 mães elefantes e cria equipes de resposta rápida para impedir danos a lavouras.
  • Comunidades locais recebem patrimônios como cercas elétricas alimentadas por energia solar e granários de cimento para proteger milho, amendoim, batata-doce e bananas, além de campanhas de conscientização em escolas.
  • Grupos de jovens chamados de Primary Response Teams alertam moradores sobre aproximação de elefantes, enquanto unidades de resposta rápida intervêm com fogos de artifício ou tiros ao ar para afastar os animais.

The elephants have returned to eastern Zambia, alterando a relação entre comunidades agrícolas e a vida selvagem. Em Chipangali, no distrito de Lunduzi, relatos remontam a um ataque noturno de 2022, quando um elefante arrombou uma casa agrícola e levou sacos de milho guardados pela família Kumwenda. Não houve feridos.

A presença dos animais voltou a ocorrer após 50 anos de declínio, impulsionada pelo reintrodução de 263 elefantes em Kasungu National Park, em 2022, com apoio de parceiros como African Parks e IFAW. A fronteira com a Zâmbia passou a registrar visitas regulares.

A espacialidade da região, hoje conectada a uma Área de Conservação Transfronteiriça entre Zâmbia e Malawi, favorece o trânsito de elefantes entre parques nacionais e áreas agrícolas. O cenário inclui pequenas propriedades, culturas de milho, girassóis, tabaco e amendoim.

No sul de Lumezi, moradores relatam danos em lavouras de amendoim, girassóis e milho, com pegadas encontradas pela manhã. Embora alguns sejam preocupados, muitos destacam a necessidade de convivência com os animais para evitar confrontos.

A organização IFAW atua desde 2022 para monitorar o reagrupamento dos elefantes. Um total de 31 matriarcas passou a usar colares via satélite, permitindo o acompanhamento remoto e resposta mais rápida quando as manadas alcançam áreas agrícolas.

Em Mpingozi, escolas mantêm campanhas de conscientização para alunos de aproximadamente 1.700 estudantes. Sinais warn sobre riscos de contato com njobvu são distribuídos, com orientações de comportamento durante encontros com elefantes.

Além da educação, a IFAW treina equipes locais de resposta rápida para desalojar elefantes de plantações usando dispositivos sonoros e, quando necessário, fogo controlado. Profissionais trabalham com comunidades para reduzir tensões.

Casos recentes mostraram a necessidade de cooperação entre autoridades, comunidades e ONGs. Em 2024, cales de filhotes foram capturados durante incursões de grandes bandos e redistribuídos para proteção, com avaliação de riscos de ações preventivas por parte dos moradores.

Numa linha de atuação prática, equipes locais criam barreiras de proteção, como granários de concreto com tampas pesadas, para reduzir perdas de milho em áreas próximas a Kasungu National Park. A aproximação entre humanos e elefantes demanda soluções técnicas e educação contínua.

As iniciativas de envolvimento comunitário incluem equipes de resposta primária formadas por jovens, que recebem alertas de autoridades quando há aproximação de elefantes. A atuação conjunta busca evitar confrontos violentos e perdas de safra.

Fonte: reportagem da Mongabay, com informações de IFAW, DNPW e comunidades locais na região transfronteiriça entre Malawi e Zâmbia.

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