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Estudo de 10 anos com tubarão-baleia por satélite cria área protegida na Indonésia

Estudo de dez anos com tubarões-baleia, por meio de etiquetas satélite, sustenta criação de área marinha protegida em Saleh Bay, Indonésia, com rotas e berçários mapeados

Scientists from Konservasi International satellite tagging a whale shark. Image by Abdi Hasan.
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  • Um estudo satelital de dez anos acompanhando mais de setenta tubarões-baleia ajudou a mapear rotas migratórias, áreas de alimentação e um berçário, expandindo o conhecimento global sobre a espécie.
  • Cerca de sessenta por cento da população mundial de tubarões-baleia ocorre no Indo-Pacífico, e o acompanhamento detalhado foi pioneiro na região.
  • A parceria com pescadores bagan na Indonésia permitiu a colocação de etiquetas na nadadeira e a coleta de dados que embasam a criação de uma nova área protegida baseada na baleia-serra em Saleh Bay neste ano.
  • Os dados revelaram padrões sazonais: algumas baleias seguem rotas anuais para alimentar e reproduzir, além de mergulhos degradados a duzentos metros para regular a temperatura corporal.
  • Pesquisadores ressaltam bem-estar animal no processo de marcação e expressam preocupações sobre o crescimento da atividade pesqueira bagan, que pode reduzir a disponibilidade de alimento para as baleias no futuro.

A pesquisa internacional de 10 anos com tubarões-baleia resultou na criação de uma nova área protegida na Indonésia. Conduzida pela Konservasi International e pelo Elasmobranch Institute Indonesia, a iniciativa envolve o uso de tags via dorsal para monitorar mais de 70 animais.

O estudo percorreu áreas como Cenderawasih Bay, West Papua; Saleh Bay, Sumbawa; e o Golfo de Tomini, em Sulawesi, entre 2015 e 2025. Os dados gerados revelaram rotas migratórias, áreas de alimentação e um berçário de tubarões-baleia.

O relacionamento entre pescadores bagan e tubarões-baleia foi fundamental para o projeto. Os pesquisadores conseguiram introduzir as tags de satélite com segurança, sem danos aos animais, ampliando o conjunto de informações.

Segundo os pesquisadores, o monitoramento multianual permitiu identificar padrões sazonais e trajetórias que variam conforme a disponibilidade de presas. As informações contribuíram para planejar a nova zona de proteção.

A administração pública utiliza os resultados para definir uma área marinha protegida voltada aos tubarões, incluindo zonas de non-take em habitats críticos, como berçários, bem como áreas de presas, como camarão e plâncton.

Entre cooperação e cautela, o estudo também aponta riscos. Especialistas destacam a necessidade de equilibrar a proteção dos tubarões com a manutenção de uma pesca sustentável para os pescadores locais.

O relatório cita ainda que o monitoramento contínuo pode revelar padrões sazonais adicionais, como deslocamentos ligados a spawning de predadores e variações de temperatura. A implementação da proteção segue este regramento técnico.

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