- Bram Buscher, ecologista político da Universidade de Wageningen, diz que a conservação deve se basear na verdade, não apenas em fatos.
- Ele afirma que o poder está cada vez mais concentrado em elites e corporações que privilegiam o lucro.
- Essa concentração ocorre em plataformas sem compromisso com o mundo natural ou com as comunidades locais.
- Buscher defende governança ambiental guiada por transparência e engajamento honesto para avançar na conservação.
- Ressalta ainda a importância da participação e dos saberes de povos indígenas e de comunidades locais para uma conservação justa.
Bram Buscher, ecologista político da Wageningen University, concedeu o Newscast desta semana para discutir conservação pautada pela verdade, não apenas por fatos. O pesquisador aponta que a relação entre humanos e o mundo natural está sob influência de um grupo restrito de elites e corporações.
Segundo Buscher, esse poder concentrado atua por meio de plataformas sem compromisso com a natureza ou as comunidades que dela dependem. A concentração de poder, afirma, dificulta esforços de conservação que atendam às necessidades locais e ecológicas.
Ele destaca ainda que tecnologias e plataformas amplificam esse modelo, dificultando a governança ambiental transparente. A crítica é pela ausência de responsabilização de agentes que controlam informações e decisões.
Caminho para uma conservação mais honesta
Buscher defende uma abordagem que exija honestidade e transparência de quem está no poder. Acredita que apenas o engajamento verdadeiro pode beneficiar natureza e comunidades.
Valor estratégico da participação comum
O ecologista ressalta a importância de saber reconhecer o conhecimento tradicional e os direitos de comunidades indígenas e locais. Suas práticas são vistas como fundamentais para uma conservação mais justa.
Rumo a políticas responsáveis
Conservação significativa, segundo o estudo, depende de responsabilidade, acesso à informação e empoderamento comunitário. Buscher sugere que mudanças estruturais permitam resultados duradouros.
Crítico, mas construtivo
A visão apresentada enfatiza que políticas ambientais devem responder a evidências verificáveis. A proposta é reduzir distorções de poder para melhorar a eficácia de ações conservacionistas.
Fonte: entrevista publicada pela Mongabay, com foco na relação entre verdade, plataformas e governança ambiental.
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