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Agricultores do Reino Unido sofrem com novo teto de pagamentos sustentáveis

Novo teto de £100,000 por fazenda reduz ganhos de grandes propriedades, levando parte das áreas ambientais de volta à produção de alimentos e impactando entregas ecológicas

Critics say the new policy opens up the possibility of some environmental work being undone.
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  • O governo do Reino Unido vai limitar os pagamentos de incentivos ambientais a até £ 100.000 por fazenda, para ampliar o benefício entre mais produtores.
  • O objetivo é tornar o sistema mais justo e evitar que muita terra produtiva seja retirada da produção agrícola para fins ambientais.
  • Grandes propriedades podem voltar a colocar parte da terra na produção de alimentos devido ao teto.
  • Cerca de 10.000 acordos vencem em dezembro, e há preocupação com lacunas entre os esquemas antigos e os novos.
  • Negócios menores de até 50 hectares terão prioridade no acesso aos recursos; a mudança já gerou críticas sobre impactos ambientais e na produção.

O governo britânico impõe um teto de 100 mil libras por fazenda para os pagamentos de agricultura sustentável, segundo anúncio da secretária de Meio Ambiente. A mudança busca tornar o sistema mais justo, já que parte do financiamento chegava a um grupo pequeno de propriedades. A medida pode incentivar que grandes áreas retornem à produção de alimentos, conforme o planejamento governamental.

O formato anterior dava pagamentos com base na área sob gestão, após o Brexit. Agora, os incentivos passam a depender de benefícios ambientais realizados, com o objetivo de ampliar o alcance aos produtores. Em alguns casos, fazendeiros que investiram bastante em áreas de natureza podem ser impactados negativamente pela nova faixa de recebimento.

Em discurso na conferência da NFU, a secretária afirmou que um quarto do financiamento atual vai para apenas 4% das fazendas, e que é necessário ampliar o acesso. Ela reconheceu a possibilidade de existência de lacunas entre programas antigos e os novos, e sinalizou que não há garantia de que o montante anterior será plenamente compensado.

O anúncio também aponta que agricultores com maior capacidade de produção podem optar por reintegrar áreas ao cultivo, buscando manter a viabilidade econômica. Além disso, 10.000 acordos vencem em dezembro, o que preocupa produtores que dependem de contratos vigentes para planejar a produção.

Lideranças rurais criticam a mudança, temendo redução de atividades de conservação. O head de conservação de uma grande propriedade destacou que políticas novas podem desfazer parte de trabalhos ambientais de longo prazo. A preocupação envolve a continuidade de projetos já em andamento.

A NFU enfatiza a necessidade de uma estratégia de alimentação condizente com as metas climáticas, defendendo planos setoriais com metas verificáveis. A organização aponta queda na produção de itens básicos, como trigo, carne bovina e legumes, diante de custos crescentes e clima extremo.

A prioridade de fomento aos pequenos produtores (abaixo de 50 hectares) foi anunciada pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais. A ideia é distribuir recursos de forma mais ampla, visando estabilidade ambiental e segurança alimentar.

Especialistas ligados a redes de agricultura sustentável defendem que o financiamento precisa crescer e manter-se estável a longo prazo. O objetivo é fortalecer a segurança alimentar sem perder de vista as iniciativas de preservação.

Otimistas e críticos ponderam o equilíbrio entre redistribuição de recursos e continuidade dos programas. O debate ressalta a necessidade de manter iniciativas já iniciadas, ao mesmo tempo em que se amplia o alcance aos produtores menores e à produção de alimentos.

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