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Visão centenária de Gary Tabor sobre a conservação de grandes paisagens

Conservação em grandes paisagens depende da conectividade entre habitats; Gary Tabor redefine estratégias, ligando áreas protegidas a comunidades

Photo by Gary Tabor.
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  • Gary Tabor defende que a conservação de larga escala depende da conectividade entre habitats, não apenas de áreas protegidas isoladas.
  • Sua visão nasceu de experiências na Adirondack Park e no leste da África, onde entendeu as falhas de reservas cercadas e a importância de ligar paisagens.
  • Contribuiu para os planos iniciais do Yellowstone to Yukon (Y2Y), conjunto que levou à proteção de mais de 24 milhões de acres e à colaboração com povos indígenas.
  • Criou o Center for Large Landscape Conservation para combater a fragmentação de habitats e promover conectividade ecológica em áreas terrestres e marinhas.
  • Realizações políticas incluem acordo bipartidário de conservação de corredores de fauna em dezoito estados, apoio a políticas globais de conectividade e avanços em infraestrutura dedicada a reduzir colisões entre animais e veículos.

Gary Tabor, ecologista e veterinário de vida selvagem, aposta na conectividade de grandes paisagens como arquitetura da conservação, não apenas na soma de áreas protegidas. Sua trajetória mostra que o foco está em sistemas que resistem a pressões, não em vitórias isoladas.

Criado após décadas de atuação, o Centro de Conservação de Grandes Paisagens nasceu para ampliar o conceito de conservação além dos parques. A ideia é manter a conectividade entre áreas protegidas, fortalecendo a resiliência frente a mudanças climáticas e pressões humanas.

Tabor ajudou a moldar planos iniciais da Yellowstone to Yukon Conservation Initiative (Y2Y), visão de um século que já protegeu mais de 24 milhões de acres de habitat e corredores. O trabalho envolve povos indígenas e comunidades locais para sustentar redes migratórias de espécies.

Ao longo de sua carreira, Tabor articulou experiências em África, onde observou limitações de modelos isolados, e na América do Norte, onde viu a necessidade de elos entre reservas. Na África, parques como Lake Nakuru eram cercados por cercas que os isolavam. Em Kibale, Uganda, a presença de corredores abriu possibilidades de dispersão entre reservas.

Expansão e políticas de conectividade

A partir de 2007, o trabalho com a Western Governors Association viabilizou um marco bipartidário para conservar corredores de vida selvagem em 19 estados americanos. Em âmbito global, a Assembleia Geral da ONU adotou resoluções sobre cooperação transfronteiriça e conectividade ecológica ganhou status em compromissos internacionais e na Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework.

O Centro para Conservação de Grandes Paisagens atua hoje como elo de apoio a mais de 400 iniciativas de grande escala na América do Norte, além de cooperações internacionais. A ideia central é tratar a conectividade como contrapeso à fragmentação de habitats, integrando estratégias dentro e fora de áreas protegidas.

Desafios e futuro da abordagem

Especialistas apontam que a conectividade deve acompanhar avanços tecnológicos que possibilitam rastrear movimentos de bilhões de organismos, orientando ações mais estratégicas. A construção de infraestruturas lineares, como estradas, segue como principal fator de fragmentação, exigindo políticas públicas e práticas de planejamento mais robustas.

Questionado sobre legado, Tabor afirma que a conservação é ação contínua, não uma linha de chegada. Entre lições, destaca a importância de traduzir ciência em políticas públicas eficientes, e de envolver comunidades locais para sustentar redes de proteção ambiental ao longo do tempo.

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