- Em 20 de março é celebrado o World Rewilding Day, criado há quatro anos pela Global Rewilding Alliance.
- No Brasil, o great-billed seed finch, Sporophila maximiliani, voltou a ocorrer no Cerrado após mais de cinquenta anos de extinção local; desde 2018, mais de 300 estorninhos domesticados foram liberados em uma reserva, com monitoramento mostrando adaptação, reprodução e nidificação.
- Em Raja Ampat, Indonésia, os tubarões-zebra, que chegaram a ser considerados praticamente extintos, tinham apenas cerca de 20 indivíduos; centenas de ovos foram enviados de um aquário dos Estados Unidos para a região, com a meta de ter pelo menos 500 animais livres no mar nos próximos anos.
- No Iberá, na Argentina, o tamanduá-bandeira foi reintroduzido em 2007 e, desde então, gerações estão prosperando no parque; o sucesso se espalhou para o sul do Brasil, com avistamentos em território brasileiro após 130 anos.
- Rewilding envolve planejamento, monitoramento e pesquisa ao longo de anos; especialistas ressaltam que é um processo longo, que exige apoio ambiental e estratégias para a sobrevivência de animais criados em cativeiro.
World Rewilding Day é celebrado em 20 de março. O dia foi criado há quatro anos pela Global Rewilding Alliance para destacar o esforço de recuperação de ecossistemas e a possibilidade de a natureza se recuperar.
A cobertura da Mongabay acompanha iniciativas de rewilding de várias regiões, desde o Sudeste Asiático até a América do Sul, com equipes restaurando habitats e soltando espécies criadas em cativeiro para o ambiente selvagem.
A songbird returns to Brazil’s Cerrado
No Brasil, o maçarico-do-cantor-de-bico-grande (*Sporophila maximiliani*) retornou ao Cerrado após ficar localmente extinto por mais de meio século. A espécie chegou a ser capturada para o comércio ilegal de pets, com alguns indivíduos vendidos por até US$ 8 mil.
Desde 2018, mais de 300 canários de criatório foram soltos em uma reserva no sudeste do Brasil. O monitoramento pós-liberação indica adaptação ao ambiente selvagem e início de acasalamento e nidificação.
Zebra sharks set for comeback in West Papua
Nas águas da Indonésia, no arquipélago de Raja Ampat, a andada do tubarão-zebra (*Stegostoma tigrinum*) era considerada funcionalmente extinta, restando cerca de 20 indivíduos. Cientistas da Shark Reef Aquarium, em Las Vegas, enviaram centenas de ovos de tubarão para a região, com a meta de chegar a pelo menos 500 mamíferos nadando livres nos próximos anos.
Essa iniciativa busca restabelecer a população na região de Raja Ampat, com vigilância ambiental para apoiar o retorno natural dos animais.
Giant anteaters reclaim their historic range
Nos pântanos da Argentina, o tamanduá-bandeira (*Myrmecophaga tridactyla*) foi reintroduzido no Parque Nacional Iberá, em 2007. Já centenas de exemplares vivem em áreas históricas de pregresso, ampliando o alcance da espécie na região.
A repercussão das ações na Argentina também se refletiu no Brasil, com avistamentos de tamanduás-bandeira no Sul do país pela primeira vez em 130 anos, em início de 2024. Especialistas apontam que o retorno indica capacidade de suporte do ecossistema local.
Getting rewilding right
Rewilding não é apenas soltar animais. A prática requer planejamento, monitoramento e pesquisa científica ao longo de anos para manter o equilíbrio ecológico. Especialistas ressaltam a necessidade de manter a viabilidade de indivíduos criados em cativeiro e a saúde do habitat.
A conservação envolve trabalho de longo prazo, com ajustes conforme a resposta das espécies e do ambiente, para assegurar que o ecossistema se sustente e favoreça novas gerações.
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