- Desde o início da ofensiva de Israel contra o Irã, pelo menos oito palestinos foram mortos por tiros de colonos, totalizando nove mortes quando inclui Mohamed Murra, que morreu asfixiado.
- Em Abu Falah, em 8 de março, Farea Hamayel, de 57 anos, e seu sobrinho Thaer Hamayel, de 24, foram atingidos por tiros durante ataque de colonos; um morador também morreu por asfixia após confrontos com as forças.
- Nos últimos quinze dias, houve pelo menos onze tiroteios envolvendo colonos na Cisjordânia, com mais de quarenta pessoas feridas e dezenas de ataques contra áreas agrícolas, casas e animais.
- Organizações de direitos humanos apontam relação entre o aumento da violência e a distração internacional com o Irã, afirmando que, sob o pretexto da guerra, há impunidade para colonos e militares.
- Em 2025, houve milhares de ações de colonos contra palestinos, com dezenas de postos de avanço em terras ocupadas e milhares de hectares sob disputas; a maioria das denúncias de violência não resulta em acusações ou condenações.
Dois meses após a escalada entre Israel e Irã, a violência em Cisjordânia volta a ganhar repercussão internacional. Desde o início da guerra, ao menos nove palestinos foram mortos por ataques de colonos israelenses, com casos recentes de tiroteios que elevaram a tensão na região. O padrão envolve ataques, respostas militares e dificuldades de responsabilização.
Em Khirbet Abu Falah, no centro de Cisjordânia, um ataque de mais de 100 colonos ocorreu na noite de 8 de março. Dois palestinos foram mortos por tiros e um terceiro por asfixia após o uso de gás lacrimogênio por parte das forças de segurança israelenses. Israelas prometeram investigações, mas não houve prisões anunciadas até o momento.
Contexto e números. Organizações locais e internacionais apontam que, desde o início da guerra contra o Irã, morreram pelo menos oito palestinos em ataques de colonos e mais uma vítima fatal por asfixia atribuída a forças de segurança. Segundo a ONG B’Tselem, esses incidentes elevam o número de fatalities envolvendo colonos ao redor de 2025 e 2026.
Em outros incidentes, ataques de colonos também atingiram comunidades beduínas, com consequências como ferimentos, destruição de rebanhos e roubos de bens. Em Qusra, no norte de Cisjordânia, um jovem palestino foi morto a tiros enquanto protegia o rebanho. Em Taybeh, um veículo foi incendiado e uma família foi forçada a abandonar a residência.
A relação entre violência de colonos e atuação militar é tema de debates entre organizações de direitos humanos. Defensores afirmam que há indícios de cooperação ou coordenação entre forças de segurança e milícias colonas, contribuindo para um padrão de impunidade diante de denúncias de agressões contra palestinos.
Dados de monitoramento apontam que, em 2025, um grande número de postos de avanço — instalações não oficialmente autorizadas que funcionam como base para assentamentos — foram reconhecidos pelo governo. A prática facilita o controle de terras na Cisjordânia, segundo organizações como Peace Now.
Situação atual. Palestinos denunciam que o círculo de violência agrava a precariedade de vida na região, com deslocamentos forçados e perdas econômicas significativas, especialmente para lavradores, criadores e famílias que dependem da terra e do gado. Identificam também um ciclo de violações que dificulta a vida cotidiana.
Fontes oficiais e da sociedade civil destacam a necessidade de investigações independentes sobre os ataques e de medidas para reduzir o risco de novas fatalidades. Organizações de direitos humanos reiteram pedidos por responsabilização adequada e por proteção às comunidades palestinas na Cisjordânia.
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