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Colonos israelenses promovem violência na Cisjordânia enquanto mundo foca Irã

Desde o início da guerra contra o Irã, ataques de colonos em Cisjordânia deixam nove palestinos mortos, com impunidade e expansão de expulsões de terras

El palestino de 24 años Thaer Farouq Hamayel, que murió por disparos de un colono israelí, durante su funeral en Abu Falah, en Cisjordania, el pasado domingo.
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  • Desde o início da ofensiva de Israel contra o Irã, pelo menos oito palestinos foram mortos por tiros de colonos, totalizando nove mortes quando inclui Mohamed Murra, que morreu asfixiado.
  • Em Abu Falah, em 8 de março, Farea Hamayel, de 57 anos, e seu sobrinho Thaer Hamayel, de 24, foram atingidos por tiros durante ataque de colonos; um morador também morreu por asfixia após confrontos com as forças.
  • Nos últimos quinze dias, houve pelo menos onze tiroteios envolvendo colonos na Cisjordânia, com mais de quarenta pessoas feridas e dezenas de ataques contra áreas agrícolas, casas e animais.
  • Organizações de direitos humanos apontam relação entre o aumento da violência e a distração internacional com o Irã, afirmando que, sob o pretexto da guerra, há impunidade para colonos e militares.
  • Em 2025, houve milhares de ações de colonos contra palestinos, com dezenas de postos de avanço em terras ocupadas e milhares de hectares sob disputas; a maioria das denúncias de violência não resulta em acusações ou condenações.

Dois meses após a escalada entre Israel e Irã, a violência em Cisjordânia volta a ganhar repercussão internacional. Desde o início da guerra, ao menos nove palestinos foram mortos por ataques de colonos israelenses, com casos recentes de tiroteios que elevaram a tensão na região. O padrão envolve ataques, respostas militares e dificuldades de responsabilização.

Em Khirbet Abu Falah, no centro de Cisjordânia, um ataque de mais de 100 colonos ocorreu na noite de 8 de março. Dois palestinos foram mortos por tiros e um terceiro por asfixia após o uso de gás lacrimogênio por parte das forças de segurança israelenses. Israelas prometeram investigações, mas não houve prisões anunciadas até o momento.

Contexto e números. Organizações locais e internacionais apontam que, desde o início da guerra contra o Irã, morreram pelo menos oito palestinos em ataques de colonos e mais uma vítima fatal por asfixia atribuída a forças de segurança. Segundo a ONG B’Tselem, esses incidentes elevam o número de fatalities envolvendo colonos ao redor de 2025 e 2026.

Em outros incidentes, ataques de colonos também atingiram comunidades beduínas, com consequências como ferimentos, destruição de rebanhos e roubos de bens. Em Qusra, no norte de Cisjordânia, um jovem palestino foi morto a tiros enquanto protegia o rebanho. Em Taybeh, um veículo foi incendiado e uma família foi forçada a abandonar a residência.

A relação entre violência de colonos e atuação militar é tema de debates entre organizações de direitos humanos. Defensores afirmam que há indícios de cooperação ou coordenação entre forças de segurança e milícias colonas, contribuindo para um padrão de impunidade diante de denúncias de agressões contra palestinos.

Dados de monitoramento apontam que, em 2025, um grande número de postos de avanço — instalações não oficialmente autorizadas que funcionam como base para assentamentos — foram reconhecidos pelo governo. A prática facilita o controle de terras na Cisjordânia, segundo organizações como Peace Now.

Situação atual. Palestinos denunciam que o círculo de violência agrava a precariedade de vida na região, com deslocamentos forçados e perdas econômicas significativas, especialmente para lavradores, criadores e famílias que dependem da terra e do gado. Identificam também um ciclo de violações que dificulta a vida cotidiana.

Fontes oficiais e da sociedade civil destacam a necessidade de investigações independentes sobre os ataques e de medidas para reduzir o risco de novas fatalidades. Organizações de direitos humanos reiteram pedidos por responsabilização adequada e por proteção às comunidades palestinas na Cisjordânia.

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