- Richard Kemp, ex-comandante do Exército britânico, afirmou no tribunal que é inconcebível Gerry Adams não ter participado da autorização de ataques da IRA.
- Ele disse ter visto evidências de inteligência, ao longo de cerca de vinte anos, indicando a participação de Adams na organização.
- Os autores do processo são três vítimas de atentados da IRA, que buscam danos simbólicos de £1 cada.
- Segundo Kemp, os ataques na Inglaterra — Old Bailey, em 1973, e Docklands e Manchester, em 1996 — teriam exigido aprovação do conselho do exército da Provisional Irish Republican Army.
- Durante o interrogatório, Kemp reconheceu ausência de evidência direta sobre Adams e que a inteligência pode ser imprecisa, mas manteve a convicção sobre a participação dele.
O ex-comandante do Exército britânico afirmou ao tribunal superior que é “inconcebível” Gerry Adams não ter participado da autorização de atentados da IRA. Richard Kemp disse ter visto evidências de inteligência ao longo de 20 anos sobre a relação de Adams com a organização.
Os ataques mencionados nos autos envolvem ações da Provisional IRA em Inglaterra: o atentado no Old Bailey em 1973 e os ataques de Docklands e Manchester em 1996. Segundo Kemp, tais operações exigiriam aprovação do conselho do Exército da IRA.
Kemp, que mais tarde comandou forças britânicas no Afeganistão, participou de sete missões na Irlanda do Norte entre 1979 e 2001. Ele reconheceu, porém, na oitiva, não ter evidência direta de Adams e admitiu que a inteligência pode ser incorreta ou apresentada por inimigos políticos.
Provas e limites da evidência
Durante o interrogatório, Kemp admitiu a ausência de provas diretas sobre o papel de Adams nos atentados e reconheceu a possibilidade de informações serem imprecisas. Mesmo assim, sustentou que a inteligência disponível apontava para a participação de Adams na IRA.
O repórter também questionou as manifestações públicas de Kemp sobre Sinn Féin e a IRA. Kemp afirmou que não havia histórico de publicações sobre a filiação de Adams, mas ressaltou ter criticado ações de ambas as organizações no passado.
O processo, movido por três vítimas dos atentados, solicita danos simbólicos de £1 a Adams, que é alvo de uma ação civil por suposto vínculo com a IRA e, em certo momento, por integrar o conselho do Exército da organização. O julgamento segue em andamento.
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