- Acordo de seis décadas sobre orações em al‑Aqsa “colapsou” sob pressão de extremistas judeus e do governo, rompendo o status quo no sítio sagrado.
- Polícia de Israel e Shin Bet prenderam funcionários muçulmanos, proibiram a entrada de centenas de fiéis e realizaram novas incursões ao redor do local durante o Ramadan.
- Mudanças incluem maior participação de judeus no recinto, com autoridades elevando o controle e a presença de lideranças de linha dura no aparato de segurança.
- O Waqf, responsável muçulmano pelo local, indica detenções administrativas de funcionários e bloqueios de acesso, dificultando atividades e serviços no sítio.
- Analistas dizem que o Ramadan fica mais tenso e que os acontecimentos podem ampliar a instabilidade em Jerusalém e na região, com recortes históricos e conflitos recentes em evidência.
A al-Aqsa continua no centro de uma ruptura no status quo que controla a oração no complexo sagrado em Jerusalém. Nesta semana, dezenas de ações administrativas e de segurança intensificaram-se, culminando na detenção do imam da mesquita e numa incursão policial durante as orações noturnas do início do Ramadan. A escalada envolve prisões de funcionários muçulmanos, restrições de acesso para centenas de fiéis e a presença de grupos judeus radicais sob respaldo do governo.
O que aconteceu: autoridades israelenses prenderam o imam da mesquita de al-Aqsa e realizaram uma operação policial durante as orações da primeira noite de Ramadan. Houve também detenções administrativas de funcionários muçulmanos e várias proibições de entrada para dezenas de trabalhadores do Waqf, órgão responsável pela gestão do local.
Quem está envolvido: o Waqf, sob supervisão jordaniana, administra o sítio; a polícia de Israel e o serviço de segurança Shin Bet atuam na atuação cotidiana. Lideranças de ultranacionalistas judeus e ministros do governo, entre eles o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, têm promovido mudanças no regime de acesso e oração ao local.
Quando e onde: os episódios ocorreram na abertura do Ramadan, em Jerusalém, dentro do complexo de al-Aqsa, conhecido no mundo muçulmano como Haram al-Sharif e pelos judeus como o Monte do Templo.
Por quê: autoridades argumentam necessidade de fortalecer a segurança e manter a ordem. Críticos afirmam que as ações representam uma violação do acordo de 1967 que restringe orações a muçulmanos no local, aumentando a tensão com a população palestina.
Mudanças no status quo
- A polícia ampliou de três para cinco as horas de visitação matinal por judeus e turistas.
- O imam de al-Aqsa foi detido, e várias operações policiais ocorreram durante as orações.
- Funcionários do Waqf relatam detenções administrativas e restrições de acesso, dificultando a manutenção e a assistência aos fiéis durante o Ramadan.
Análises destacam que a conjuntura atual pode agravar o conflito na região. Especialistas ressaltam que a situação tende a ter repercussões regionais e internacionais, com debates sobre legitimidade das ações e impactos sobre a paz.
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