- Forças governamentais sírias entraram em Hassaké nesta segunda-feira 2, após acordo assinado com Damasco na sexta-feira 30.
- O chefe das Forças Democráticas Sírias, Mazloum Abdi, afirmou que a implementação começa hoje; uma força de segurança interna limitada entraria em Hassaké e Qamichli, sem infiltração militar em áreas curdas.
- Autoridades locais decretaram toque de recolher no centro de Hassaké; outro toque deve ocorrer em Qamichli nesta terça-feira.
- O acordo prevê a entrega de campos petrolíferos, do aeroporto de Qamichli e de postos de fronteira ao governo em dez dias; as FDS serão integradas ao Exército sírio em uma divisão de três brigadas.
- Curdos obtêm governador na província de Hassaké, segurança interna sob polícia curda e postos de comando no Exército; combatentes estrangeiros devem deixar o país em direção ao Iraque ou ao Irã; Kobane deverá receber forças governamentais.
Nesta segunda-feira, 2, as forças governamentais sírias entraram em Hassaké, área controlada por curdos, após acordo com o governo de Damasco. A ação marca a implementação de um acordo firmado na sexta-feira, 30, encerrando meses de tensões e combates na região.
O acordo prevê a integração das Forças Democráticas Sírias (FDS) ao Exército sírio em uma estrutura de três brigadas, mantendo a polícia curda para a segurança interna. Mazloum Abdi, chefe das FDS, informou a entrada gradual de uma força de segurança interna em Hassaké e Qamichli, sem ataque a áreas curdas.
O ministro sírio da Informação, Hamza Mustafa, disse que, em até 10 dias, campos petrolíferos, o aeroporto de Qamichli e postos de fronteira seriam entregues ao governo. A implementação envolve também a presença de tropas governamentais em Kobane, no norte da província de Aleppo.
O novo comandante das Forças de Segurança Interna em Hassaké, Marwan al-Ali, pediu aos agentes que atuem conforme planos oficiais, respeitando leis e regulamentos. Autoridades locais decretaram toque de recolher no centro de Hassaké para garantir a segurança.
O acordo define que deslocados retornarão às suas regiões e reconhece direitos nacionais, civis e educacionais dos curdos. Além disso, a governança local deverá manter a segurança sob uma divisão de três brigadas.
As informações indicam que as forças do Ministério do Interior devem atuar em duas das três áreas curdas no norte, onde as FDS ainda estão entrincheiradas. Em contrapartida, a presença das forças governamentais se amplia na região curda e adjacências.
A ofensiva do Exército sírio, de cerca de três semanas, permitiu recuperar parte expressiva do nordeste do país. A meta anunciada é a consolidação da autoridade de Damasco sobre o território, reduzindo a autonomia curda estabelecida ao longo da guerra.
Enquanto isso, Kobane permanece sob fiscalização das forças governamentais, sinalizando que a região pode ficar sob controle direto de Damasco. Tal movimento altera o equilíbrio regional, com impactos para deslocados e comunidades locais.
Apenas a região drusa de Soueida, no sul, fica sem o controle imediato das tropas governamentais. O governo islamista que chegou ao poder enfatiza proteger minorias, embora haja relatos de episódios de violência contra comunidades específicas.
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