- Pakistan afirmou ter realizado ataques transfronteiriços contra alvos militantes dentro do Afeganistão, com base em evidências de que o grupo conhecido como Khwarij atuava sob a liderança afegã.
- Segundo o governo paquistanês, houve selecção de alvos de sete acampamentos e esconderijos pertencentes ao Tehreer do Paquistão (Pakistani Taliban) e à Islamic State Khorasan Province, na fronteira com o Afeganistão.
- As ações ocorrem após uma série de atentados — incluindo ataques durante o mês sagrado do ramadã — atribuídos a militantes que, segundo Islamabad, operam de território afegão.
- Kabul nega ter abrigado militantes para ataques no Paquistão; autoridades afegãs não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
- As tensões reduziram cruzamentos fronteiriços e interromperam o comércio e a circulação ao longo da fronteira de cerca de 2.600 quilômetros.
Pakistan diz ter realizado ataques transfronteiriços dentro do Afeganistão
Paquistão afirmou, em comunicado datado de 21 de fevereiro e divulgado neste domingo, ter atingido alvos militantes no Afeganistão depois de responsabilizar ataques suicidas recentes por combatentes que operariam a partir de território afegão.
As ações, descritas como ataques seletivos baseados em inteligência, visaram sete acampamentos e esconderijos do Tehre? Pakistan Taliban e do ISIS no distrito fronteiriço. Islamabad descreve os responsáveis como Khwarij, ligado ao movimento paquistanês.
Kabul nega permitir uso de território para ataques, apesar de reiteradas acusações de Paquistão. O governo paquistanês cita ataques recentes, incluindo explosão em mesquita xiita em Islamabad e violência nas regiões de Bajaur e Bannu, para justificar as ações.
Contexto e consequências
As tensões entre Paquistão e o Afeganistão sob governo talibã aumentam, com o fechamento de fronteiras e interrupção de comércio ao longo da fronteira de cerca de 2,6 mil km. Staes já houve escalada após ataques anteriores e uma trégua frágil.
Entre na conversa da comunidade