- O primeiro-ministro cambojano Hun Manet afirmou à Reuters que tropas tailandesas ocupam território cambojano, mesmo após o cessar-fogo de dezembro mediado pelos Estados Unidos.
- Hun Manet pediu que a Tailândia permita que a Comissão Conjunta de Demarcação (JBC) comece a trabalhar na fronteira disputada.
- Ele estava em Washington para uma reunião da Board of Peace de Donald Trump e afirmou que o órgão pode ajudar a desescalar a situação na fronteira, considerada frágil.
- A Tailândia diz manter posições de tropas como medida de desescalada e nega ocupação do território; Hun Manet descreveu a ocupação como uma violação de soberania.
- O conflito já deslocou centenas de milhares de pessoas e interrompeu o comércio ao longo da fronteira de cerca de oitocentos quilômetros, após meses de violência e um cessar-fogo que falhou antes de novo acordo em 27 de dezembro.
Hun Manet, primeiro-ministro do Camboja, afirmou a Reuters que forças tailandesas ocupam território cambojano após confrontos no ano passado, mesmo com um cessar-fogo mediado pelo presidente dos EUA. Ele pediu à Tailândia que permita o andamento de uma comissão conjunta de fronteira.
O premiê viajou a Washington para participar de uma reunião da chamada Board of Peace, idealizada por Donald Trump. Segundo ele, o novo órgão pode ajudar a mitigar a situação na fronteira, que classificou como frágil.
O Camboja sustenta que a ocupação vai além do que a Tailândia reconhece como linha fronteiriça. Hun Manet pediu que o acordo de demarcação seja iniciado, relembra que a eleição na Tailândia teria sido citada como entrave.
Contexto da fronteira
- A região de fronteira tem registrado deslocamento de centenas de milhares de pessoas e interrupção do comércio ao longo dos quase 817 quilômetros do fronteira.
- O cessar-fogo de dezembro encerrou novo ciclo de combates, porém já teve rompimentos anteriores após acordos de 2025.
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