- Preparações para reabrir a fronteira de Rafah começaram, com operação bidirecional para pedestres entre Gaza e o Egito, coordenada pela Cogat, em conjunto com o Egito e a União Europeia.
- A passagem deve começar após a conclusão dessas preparações; a abertura para residentes em Gaza pode ocorrer na segunda-feira, conforme fontes da UE e de autoridades palestinas.
- Cerca de 20 mil pacientes palestinos aguardam deixar Gaza para atendimento médico no exterior.
- A capacidade estimada do ponto de passagem é de 150 a 200 pessoas no total, com mais partidas do que retornos, já que pacientes vão acompanhados por acompanhantes; listas já foram aprovadas por Israel.
- A reabertura foi um dos componentes do primeiro estágio do plano de Donald Trump para Gaza, em meio a um cessar-fogo instável e a recentes ataques na região.
Preparações para reabrir a passagem de Rafah, na Faixa de Gaza, começaram no domingo. O objetivo é fazer o retorno parcial das pessoas entre Gaza e o Egito, com coordenação entre Cogat, Egito e UE. A abertura ocorrerá sob rígidos controles de segurança.
Segundo a Cogat, o corredor deverá funcionar em ambas as direções apenas para pedestres em Gaza, com passagem iniciando após a conclusão das preparações. A passagem de residentes será anunciada assim que esses procedimentos forem concluídos.
Fontes próximas à missão da UE confirmaram os planos. Um funcionário palestino informou que a abertura para passageiros deve ocorrer na segunda-feira. O Ministério das Relações Exteriores do Egito não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Estima-se que cerca de 20 mil pacientes saiam de Gaza para tratamento médico no exterior, com acompanhantes incluídos. O objetivo é permitir atendimento urgente para quem permanece na região, principalmente moradores com doenças graves.
Um oficial de defesa israelense disse que o posto pode abrigar entre 150 e 200 pessoas, em ambas as direções. Participantes estão cientes de que mais pessoas saem do que retornam, devido à presença de acompanhantes.
Listas de passageiro aprovadas por Israel foram encaminhadas pelo Egito, segundo a autoridade. A reabertura do Rafah era condição de uma das fases do plano de paz apoiado pelos EUA para Gaza.
A ofensiva de feriados recentes elevou o número de vítimas. O objetivo de fases futuras envolve governança por técnicos palestinos, desarmamento de Hamas e uma retirada de tropas, com força internacional para manter a paz e apoiar a reconstrução.
Hamas ainda não aceitou desarmar-se, e Israel sinaliza que usará força se o grupo não se entregar de modo pacífico. O cenário permanece com altos riscos de novos confrontos na região.
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