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Sámi protestam contra mina de grafita apoiada pela UE, com medo de pastagens

Minas de grafite Nunasvaara South recebem licenças com apoio da União Europeia; Sámi dizem que consulta foi inadequada e temem perda de pastagens de inverno

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Unusual weather patterns in Sweden’s arctic region seem to be jeopardizing the migrating reindeer’s traditional grazing grounds, as rainfall during the winter has led to thick layers of snowy ice that block access to food.
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  • A Suécia concedeu as licenças para a mina Nunasvaara South da Talga Group, próxima a Vittangi, após consulta comunitária e estudos para reduzir impactos.
  • A Comissão Europeia incluiu o projeto na lista de projetos estratégicos de matérias-primas críticas, acelerando permissões e processos.
  • Líderes Sámi e ativistas criticam a consulta e salvaguardas ambientais, alegando impactos em pastagens de inverno para renas e habitats, além de preocupações com consulta pública.
  • A Talga afirma ter redesenhado a área da mineração para minimizar danos e manter diálogo com as comunidades; a empresa destaca footprint relativamente pequeno e importância para o mercado europeu de baterias.
  • O projeto fica em área de proteção Natura 2000 e utiliza 149 hectares para extrair até 120 mil toneladas de minério de grafita por ano, em meio a tensões sobre direitos de pastagem e uso da terra pelas comunidades Sámi.

A Comissão Europeia incluiu o projeto Nunasvaara South, da Talga Group, entre os estratégicos para materiais críticos, acelerando permissões. Em resposta, autoridades suecas concederam licenças para avançar com a mina de grafite no norte do país após consulta comunitária e estudos de mitigação. O processo ocorreu mesmo com recursos apresentados por Sámi e grupos ambientais.

Líderes Sámi questionam a validade da consulta e as salvaguardas ambientais. A Talga afirma ter redesenhado a área para reduzir impactos, manter o diálogo com as comunidades e cumprir normas. Entidades locais relatam receios de uso de terras de inverno para extração e de efeitos sobre pastagem de renas.

As alegações de comunidade destacam que parte da área compartilhada com pastoreio pode ficar indisponível por metade do ano, afetando a subsistência. Fontes indicam que compensações previstas seriam insuficientes e que o diálogo com as comunidades foi limitado, segundo análises independentes.

O que ocorreu, quando e onde

A permissão para explorar a mina em Nunasvaara South foi efetivada no contexto sueco, com o aval de tribunais locais. A decisão ocorre após diligências sobre impactos ambientais e após a decisão de rejeitar recursos apresentados pela comunidade Sámi e por grupos ambientais. O empreendimento fica próximo a Vittangi, no norte da Suécia, e envolve extração de até 120 mil toneladas por ano em 149 hectares.

Quem está envolvido

Talga Group, empresa australiana, é a responsável pelo projeto. A comunidade Sámi, representada por conselhos regionais, contesta a consulta e as salvaguardas. A União Europeia, por meio da Comissão, classifica o projeto como estratégico, o que acelera o trâmite de licenças. O processo envolve autoridades suecas e órgãos ambientais.

Por que isso importa

A iniciativa integra a cadeia de suprimento de baterias da UE, com a mina fornecendo grafite à planta de refino em Luleå, para fabricação de células de íon-lítio. A decisão levanta debates sobre direitos dos povos indígenas, impactos à caça de renas e aos ecossistemas aquáticos da região Torne e Kalix.

Reações e próximos passos

A Talga afirma ter mantido diálogo contínuo com comunidades Sámi desde 2011 e ressalta que a área tem pegada menor que outras minas na região. Já líderes Sámi dizem que, mesmo com promessas de suspensão no inverno, os impactos sobre pastagens e habitats podem persistir e ameaçam a viabilidade da criação de renas.

Contexto legal e institucional

O status de projeto estratégico sob a lei de materiais críticos da UE acelera aprovações, mas é alvo de críticas sobre impactos culturais e ambientais. A Sámi Council acusa o processo de priorizar recursos sobre direitos tradicionais, alertando para potenciais violações de RCAs ambientais.

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