- Bombardeios do Paquistão atingiram Cabul, Kandahar e regiões fronteiriças de Paktia e Paktika, deixando quatro mortos em Cabul e dois em áreas próximas à fronteira.
- O governo paquistanês confirmou os ataques noturnos; o Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar grupos armados, incluindo o TTP, o que o Afeganistão nega.
- Em Cabul, quatro civis morreram e quinze ficaram feridos; várias casas foram danificadas ou destruídas.
- Na região leste de Nangarhar, uma mulher e uma criança morreram após ser atingida por um projétil paquistanês.
- Desde 26 de fevereiro, conflitos intensificaram-se nas áreas de fronteira, com 56 civis mortos e 115 mil deslocados, segundo a Unama e o Acnur.
Entre a noite de sexta-feira e a madrugada, drones e mísseis paquistaneses atingiram áreas do Afeganistão, incluindo Cabul e regiões fronteiriças. Segundo autoridades talibãs, o ataque mirou posições do TTP e outras áreas, causando mortes e ferimentos. Islamabad confirmou os bombardeios noturnos.
Em Cabul, quatro civis morreram e 15 ficaram feridos em ataques que atingiram casas. Testemunhas da AFP mostraram residências destruídas e moradores em pânico. Um morador relatou ter ficado soterrado sob escombros até ser resgatado.
Na região leste, em Mohmand Dara, uma mulher e uma criança morreram após projétil paquistanês atingir uma casa, segundo autoridades de Nangarhar. Em Kandahar, o ataque atingiu um depósito da Kam Air, próximo ao aeroporto, conforme o governo afegão.
Contexto e desdobramentos
O governo afegão afirma que o Paquistão vem atacando Cabul, Kandahar e áreas fronteiriças de Paktia e Paktika. Fontes de segurança paquistanesas, que falaram sob anonimato, confirmaram ataques noturnos contra o Afeganistão, ressaltando que miraram posições do TTP.
Desde o início de março, a violence envolve confrontos na fronteira. Entre terça e quinta-feira, civis morreram em ataques paquistaneses. A Unama aponta 56 civis mortos desde 26 de fevereiro, incluindo 24 crianças, e a Acnur registra cerca de 115 mil deslocados no país.
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