- Preparações seguem para reabrir o posto de Rafah, na faixa de Gaza, em ambas as direções para residentes de Gaza a pé, segundo autoridades israelenses e palestinas.
- A operação será coordenada com o Egito e a União Europeia; a passagem de residentes em ambas as direções começará após as preparações finais.
- A reabertura visa permitir a saída de pacientes e de quem fugiu dos combates nos primeiros meses, com forte controle de segurança.
- O posto tem capacidade estimada de 150 a 200 pessoas no total, com mais saindo do que retornando, pois pacientes viajam acompanhados.
- Segundo autoridades, cerca de 20 mil pacientes Gaza aguardam para deixar a região; o retorno ao funcionamento ocorre dentro do plano de fases do acordo apoiado pelos EUA.
Os preparativos para a reabertura do principal ponto de saída de Gaza, Rafah, estavam em andamento neste domingo, segundo autoridades israelenses e palestinas. A passagem deve operar em ambos os sentidos para moradores da faixa, apenas a pé, e a coordenação envolve Egito e União Europeia.
Antes da guerra, Rafah era a única rota direta para muitos palestinos alcançarem o exterior e uma via crucial para a ajuda humanitária. Desde maio de 2024, porém, a passagem ficou em grande parte fechada.
COGAT, unidade militar israelense responsável pela coordenação humanitária, informou que a abertura gradual começa com operações piloto e preparação para funcionamento total. A passagem depende da conclusão dessas etapas.
Para que a passagem seja liberada, as autoridades verificam listas de residentes de Gaza aprovadas por Israel, com a expectativa de abrir para passageiros na segunda-feira, conforme fontes europeias e palestinas.
Segurança e fluxo de pessoas
A passagem terá rigorosos controles de segurança. Destinada a quem deseja sair de Gaza ou retornar após meses de combate, incluindo pacientes com necessidade de tratamento médico fora da região.
De acordo com a health ministry palestina, cerca de 20 mil pacientes aguardam saída para atendimento médico no exterior. Um funcionário de defesa israelense estimou a capacidade total entre 150 e 200 pessoas, em ambos os sentidos, com mais partidas que retornos, por conta de acompanhantes médicos.
O Egito ainda não respondeu oficialmente a pedidos de comentário sobre a reabertura. A imprensa europeia, citando fontes próximas à missão da UE, confirmou os acordos para o funcionamento conjunto.
Contexto geopolítico e desdobramentos
A reabertura está alinhada a etapas da estratégia norte-americana anunciada pelo governo de Donald Trump para o fim do conflito Israel-Hamas, ainda que o cessar-fogo, vigente desde outubro, tenha sido repetidamente violado.
Nos últimos dias, ataques israelenses em Gaza resultaram em várias mortes, e a autoridade israelense informou que algumas ofensivas foram em resposta a supostas violações do cessar-fogo. O Hamas, por sua vez, mantém a posição de não abrir mão de armas.
As próximas fases do plano para Gaza incluem maior governança por técnicos palestinos, desarmamento do Hamas e retirada de tropas israelenses, com presença de uma força internacional para manter a paz e apoiar a reconstrução. O Hamas não concorda com o desarmamento, e Israel sinaliza usar força se necessário.
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