- A Grã-Bretanha discute uma ação militar com os EUA contra o Irã, mas enviou sinais de disposição de ajudar aliados regionais em caso de retaliação de Teerã, com a deploy da esquadrilha de Typhoon para o Catar.
- A esquadrilha britânica de doze Typhoon, em parceria com a Força Aérea do Catar, mudou de Lincolnshire para o Catar a pedido dos cataris, para proteger o país de ataques com drones e mísseis.
- O Irã avisou que bases americanas na região seriam visadas em retaliação caso Donald Trump ataque o Irã; o grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln foi deslocado ao Oriente Médio.
- O líder oposicionista Keir Starmer evitou especulações sobre ação militar dos EUA no Irã, reforçando o foco em impedir que o Irã adquira arsenal nuclear.
- A base de Al-Udeid, no Catar, é o maior centro militar americano no Médio Oriente, com cerca de 10.000 tropas; antes deste mês, cerca de 100 integrantes da RAF ficaram posicionados lá, e jatos F-15 americanos foram realocados para a Jordânia para defesa contra retaliação.
Britain não deve apoiar os EUA em um ataque a Irã, mas deslocamento de caças Typhoon da RAF para o Qatar sinaliza disposição de ajudar aliados regionais caso Teerã responda com ataques adicionais. O movimento ocorreu na semana passada, em meio a uma intensificação de atividades militares na região.
Segundo fontes britânicas, o destacamento avançado foi feito a pedido dos qatari e visa proteger o Qatar, que abriga a maior base aérea dos EUA no Oriente Médio, diante de eventuais contra-ataques com drones e mísseis. O posicionamento acompanha o acúmulo de forças dos EUA.
A ofensiva inicial contra o Irã não é vista como provável pelo Reino Unido, por interpretação do direito internacional. Ainda assim, Londres afirma que pode atuar para defender Qatar ou outros aliados regionais em legítima defesa, se necessário.
Força Aérea e alianças
O envio envolve a 12ª esquadrilha de Typhoon, em cooperação com a força aérea do Qatar. A atividade britânica ocorre em contexto de pressão norte-americana com a presença da USS Abraham Lincoln no Oriente Médio, ampliando opções estratégicas para Washington.
Integração com bases regionais também inclui a base de al-Udeid, em Qatar, que recebe cerca de 10 mil tropas dos EUA e funciona como sede do Comando Central. Recentemente, foram formados contingentes britânicos na instalação, com evacuação parcial em escaladas anteriores.
Observa-se ainda o redesenho de capacidades com aeronaves da USAF, como F-15, remanejadas de Lakenheath, na Inglaterra, para a base Muwaffaq Salti, na Jordânia. Analistas apontam que o papel provável é defesa de Jordânia, Israel e estados do Golfo, não ataque a Irã.
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