- Pelo menos 12 palestinianos morreram e vários ficaram feridos em ataques aéreos israelitas em Gaza, alegadamente em resposta a violação ao cessar-fogo mediado pelos EUA.
- Um ataque atingiu uma tenda que abrigava deslocados na cidade de Jabalia, no norte de Gaza, deixando cinco mortos.
- Numa segunda ofensiva, na cidade de Khan Younis, também no sul, mais cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas.
- Em Gaza City, um bombardeio resultou na morte de uma pessoa, e outra morreu em Beit Lahia após tiros israelitas.
- Forças israelenses afirmam ter atuado para punir violações do cessar-fogo por parte do Hamas, enquanto o movimento palestino acusa Israel de atacar civis e desrespeitar o acordo.
Doze pessoas morreram e várias ficaram feridas em Gaza neste domingo, após ataques aéreos israelenses que, segundo o governo militar, responderam a violações do cessar-fogo liderado pelos EUA por parte do Hamas. A ofensiva atingiu diferentes pontos da faixa, ainda sob tensão.
A defesa civil de Gaza informou que cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas em uma ataque que atingiu um abrigo de tendas onde deslocados buscavam abrigo na cidade de Jabalia, no norte da faixa. As autoridades civis, que atuam sob o governo do Hamas, confirmaram as vítimas.
Em Khan Younis, no sul, a mesma agência registrou outra tragédia com pelo menos cinco mortos e feridos adicionais. Em Gaza City, um ataque resultou na morte de mais uma pessoa, e Beit Lahia registrou uma morte causada por tiros de Israel.
Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, classificou o ocorrido como mais um massacre contra desabrigados, acusando Israel de violar seriamente o cessar-fogo poucos dias antes da primeira reunião da Board of Peace, ligada ao governo americano.
O cessar-fogo, apoiado pelos EUA e em sua segunda fase desde o mês passado, não impediu novos episódios de violência. Israel e Hamas atribuem-se mutuamente violação dos termos da trégua.
Hospitais Shifa e Nasser informaram ter recebido corpos de pelo menos sete vítimas, elevando o saldo relativo ao dia. Familiares lamentaram as perdas durante cerimônias fúnebres no hospital de Khan Younis, onde muitos corpos foram expostos.
Um morador de Jabalia, que perdeu o sobrinho na ofensiva, relatou à AFP que as pessoas atingidas dormiam quando ocorreram os ataques. O relato reforça a leitura de que o ataque atingiu civis em momentos de vulnerabilidade.
Segundo relatório militar, Israel agiu em resposta a violações da trégua identificadas pelas suas forças, incluindo a localização de supostos terroristas sob destroços a leste da chamada linha amarela, próxima às tropas israelenses.
A linha amarela foi deslocada para dentro de Gaza, ainda que, segundo o acordo, as tropas tenham recuado para posições mais ao sul. O Hamas não se comprometeu a entregar armas, condição prevista no mesmo acordo.
As informações oficiais indicam que, desde o início do cessar-fogo, pelo menos 601 palestinenses foram mortos e quatro soldados israelenses, segundo o relato da defesa. A comunicação também cita cobranças mútuas de violação entre as partes.
Este material é fruto de colaboração entre Agence France-Presse e Reuters.
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