- Um cessar-fogo apoiado pelos EUA em nordeste da Síria deixou questões centrais sem solução, principalmente sobre a integração das forças kurdas na estrutura do governo central.
- Passos preliminares até agora incluíram entradas limitadas de tropas do governo em duas cidades sob controle curdo, retirada de combatentes das linhas de frente e a nomeação de um governador regional indicado pelos curdos.
- Faltam acordos sobre como as forças da SDF serão integradas, o destino de suas armas pesadas e como ficará a passagem na fronteira com o Iraque.
- A disputa sobre a distribuição de poder persiste: a SDF ainda detém áreas, mas o grau de autonomia aceitável para os curdos não foi definido.
- Tensões no terreno incluem o cerco a Kobani e descontentamento de árabes em áreas sob domínio governamental, enquanto Ankara continua ciente de ligações entre YPG e PKK.
O acordo de cessar-fogo, apoiado pelos EUA, foi firmado no nordeste da Síria entre o governo de Damasco e forças curdas lideradas pela SDF. O objetivo é integrar gradualmente as áreas sob controle curdo ao aparato central, após meses de avanços sírios.
Acordo assinado em 29 de janeiro promete a criação de uma divisão do Ministério da Defesa para o nordeste e a integração de brigadas da SDF. As partes deverão coordenar a passagem de contingentes e a retirada de combatentes.
Desde então, unidades do governo entraram em duas cidades sob administração kurda, combatentes se retiraram das frentes e Damasco nomeou um governador regional indicado pelos curdos. A implementação tem avançado sem grandes incidentes até o momento.
Desafios na implementação
Core questões permanecem sem solução, como a forma de integração dos combatentes da SDF, o destino de armas pesadas e a função de um ponto de passagem fronteiriço com o Iraque, vital para a SDF.
A Turquia expressa ceticismo sobre a reconfiguração, insistindo que a YPG — base da SDF — se desvincule do PKK para reduzir riscos regionais. O cenário no terreno envolve tensões em Kobani e Hasakah.
Kurdos dizem que alguns campos petrolíferos da região devem ficar sob controle da SDF até a conclusão de mecanismos de integração. Oficial regional descreveu as concessões como simbólicas até avançarem os acordos práticos.
A crise síria continua marcada por disputas locais, com Damasco buscando ampliar a autoridade central. O acordo, segundo analistas, reduz riscos de escalada, mas não resolve disputas heurísticas sobre autonomia regional.
Entre na conversa da comunidade