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Vítimas da guerra energética de Putin em Kiev relatam sofrimento extremo

Kiev enfrenta o inverno mais duro desde o início da invasão; energia, água e calor escassos obrigam moradores a improvisar aquecimento e resistência

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Viktor Lazebnyk frente al edificio donde vive, el sábado en Kiev.
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  • Rússia voltou a atacar a infraestrutura de energia da Ucrânia, deixando Kiev com apenas entre uma hora e meia e duas de eletricidade por dia e água quente ausente em muitos imóveis.
  • Em um edifício de 158 apartamentos na rua Valtynska, o frio é intenso: internações entre dois e seis graus, sem calefação confiável e com água quente há meses.
  • Moradores relatam dificuldades diárias, como Viktor Nevunniy, de 70 anos, que volta para casa com febre alta e depende de aquecedores portáteis e gás para cozinhar.
  • A crise reforça a solidariedade entre vizinhos, mas também provoca medo e relatos de impactos psicológicos, especialmente entre quem tem familiares no front.
  • Autoridades afirmam que mais de mil edifícios em Kiev enfrentam problemas semelhantes e que o inverno mais duro persiste, com expectativa de continuidade do conflito até a primavera.

Um inverno marcado por cortes de energia e água atinge bairros de Kiev, agravando a vida de famílias já afetadas pela guerra. Em um edifício de 158 moradias na rua Valtynska, o fornecimento de água quente e calefação sumiu há meses, restando apenas uma luz intermitente e geradores de emergência em alguns aparelhos.

O que acontece envolve uma rede de falhas na infraestrutura energética ucraniana, alvo de ataques russos desde outubro. Kiev registra entre uma hora e meia e duas de energia diária, dificultando atividades básicas como cozinhar, aquecer e higienizar. As autoridades destacam que mais de 1.400 blocos residenciais enfrentam a mesma situação na capital.

Quem está envolvido inclui moradores comuns, profissionais de serviços sociais e trabalhadores que relatam o cotidiano sob frio extremo. Entre eles, Viktor Nevunniy, coronel reformado de 70 anos, que chegou em casa com 39 °C de febre e precisou enfrentar o apartamento sem água quente ou calefação. O cenário é repetido por vizinhos que relatam temperaturas internas próximas de zero.

Quando ocorre envolve os últimos dias do inverno mais rigoroso desde o início da invasão russa. As quedas de energia se acumulam com episódios de frio intenso, levando moradores a improvisar abrigos, usar aquecedores sem rede estável de eletricidade e recorrer a cozinhas improvisadas com fontes de gás. Em meio aos ataques, surgem relatos de insônia e preocupação com a saúde de crianças e idosos.

Onde acontece é em Kiev, com destaque para o bairro de margem oriental do rio Dnieper, onde prédios com poucas caldeiras a gás enfrentam interrupções repetidas. Em muitos imóveis, o aquecimento depende de centrais termelétricas danificadas por ataques. A cidade busca manter serviços essenciais em funcionamento diante das redes energéticas fragilizadas.

Por que isso ocorre está ligado a uma ofensiva contínua sobre a infraestrutura energética ucraniana, que já soma mais de 220 ataques desde o início da guerra. As autoridades locais indicam que a deterioração dos sistemas de aquecimento visa pressionar a população, enquanto equipes técnicas trabalham para restaurar o mínimo de aquecimento e água.

Contexto humano

Em um dos andares, moradores descrevem rotinas operacionais em meio ao frio extremo. Um morador de 67 anos, trabalhadora social, ressalta que a subida de escadas torna-se necessária quando o elevador falha, e que a água chega a 2 °C em casa. A ausência de aquecimento eleva a vulnerabilidade de pessoas com comorbidades, além de impactos psicológicos em familiares com membros no front.

Desdobramentos e respostas

Entre os moradores, há relatos de maior solidariedade comunitária, com vizinhos ajudando-se mutuamente. Autoridades asseguram esforços para reativar serviços de energia e água, mas reconhecem que o inverno exigirá medidas adicionais até a conclusão do período frio. A situação permanece sob monitoramento de órgãos estaduais e organizações de assistência social.

As informações destacam a severidade das condições de vida em Kiev durante o inverno, com foco na experiência de quem vive em prédios com fornecimento mínimo de água, luz e aquecimento. A cobertura segue acompanhando os desdobramentos da crise energética e seus impactos na população civil.

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