- O gabinete de segurança de Israel aprovou medidas para facilitar a compra de terras por colonos na Cisjordânia e ampliar poderes de aplicação da lei sobre palestinos.
- As medidas incluem revogar regulações de décadas que impediam cidadãos privados judeus de comprar terrenos na região.
- Também houve relatos de permitir que autoridades israelenses administrem locais religiosos e ampliar a supervisão em áreas sob administração da Autoridade Palestina em questões ambientais, de água e sítios arqueológicos.
- O presidente palestino Mahmoud Abbas apontou que as medidas são perigosas, ilegais e equivalem a uma anexação de fato.
- As mudanças chegam três dias antes de Netanyahu encontrar-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto Abbas pediu intervenção de Trump e do Conselho de Segurança da ONU.
Israel: mudanças nas regras de compra de terras e maior poder de controle em áreas sob administração palestina
Israel aprovou neste domingo medidas para facilitar a compra de terras por colonos na Cisjordânia ocupada e ampliar o poder de fiscalização sobre os palestinos. A decisão foi anunciada por sites de imprensa israelenses com base em declarações de ministros do governo.
Segundo as informações, o governo suspende regras que dificultavam a compra de terras por cidadãos judeus privados na Cisjordânia. Além disso, autoriza autoridades israelenses a administrar alguns locais religiosos e aumentar a supervisão em áreas sob administração da Organização para a Autoridade Palestina (PA) em questões ambientais, de água e de sítios arqueológicos.
Palestina e comunidade internacional passaram a reagir de forma crítica. O presidente da PA, Mahmoud Abbas, classificou as medidas como perigosas, ilegais e como uma forma de anexação de facto. Até o momento, não houve resposta oficial imediata dos ministros citados.
Repercussão internacional e contexto
O anúncio ocorre três dias antes de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se reunir em Washington com o presidente dos EUA, Donald Trump. Abbas pediu intervenção de Trump e do Conselho de Segurança da ONU para frear as ações.
Trump, que já descartou a anexação da Cisjordânia, mantém postura mais cautelosa sobre o ritmo de assentamentos, alvo das críticas palestinas. O tema é uma peça central de tensões entre israelenses e palestinos.
Contexto jurídico e político
Netanyahu sustenta que a presença israelense na Cisjordânia não compromete a segurança de Israel e cita vínculos históricos. A coalizão de governo inclui componentes pró-assentamento, o que sustenta posições favoráveis à integração de setores da região ocupada.
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