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Na última travessia aberta, ucranianos fogem da anexação russa

No último ponto de travessia aberto, ucranianos fogem da anexação pela fronteira com a Bielorrússia, cruzando rumo à Ucrânia sob controle do governo

Photograph: Getty Images
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  • Um ponto de passagem entre a Bielorrússia e a fronteira ucraniana oferece caminho para quem está em territórios ocupados retornar à Ucrânia.
  • Sofia, 17 anos, cruza para começar uma vida em território sob controle do governo ucraniano, após quatro anos de ocupação russa no Kherson.
  • Serhiy, engenheiro aposentado de 70 anos, de Sloviansk, pretendia visitar a filha em Simferopol, na Crime ocupada, mas foi devolvido e sofreu um derrame durante o processo.
  • Guardas ucranianos ajudam nos últimos cem metros de uma caminhada de dois quilômetros, registrando os dados dos viajantes.
  • Donbas continua sob ataques e cortes de aquecimento; Kherson ficou sob ocupação, destacando as dificuldades para quem tenta sair.

Dois viajantes aparecem numa estrada coberta de neve que liga Belás e a fronteira com a Ucrânia, perto do posto de Novaya Guta. O primeiro é um homem em cadeira de rodas; atrás dele avança uma jovem que empurra a cadeira e carrega malas. Guardas ucranianos auxiliam nos últimos 100 metros do trajeto de 2 km.

A travessia é vista como passagem para a Ucrânia controlada pelo governo, após anos de ocupação russa em áreas como Kherson. A jovem Sofia, de 17 anos, cruza para recomeçar a vida em território sob controle ucraniano, conforme relato da reportagem.

Ao lado de Sofia, está Serhiy, um engenheiro aposentado na faixa dos 70. Ele é natural de Sloviansk e pretendia visitar a filha em Simferópol, na Crimeia ocupada. Foi impedido pela fronteira e sofreu um derrame durante a tentativa de retorno.

Serhianski, ainda com a fala hesitante, descreve que as condições na região do Donbas, atingida por ataques aéreos e cortes de aquecimento, permanecem difíceis. Mesmo com danos estruturais, ele aponta que as paredes de suas moradias ainda se mantêm de forma parcialmente estável.

O relato indica que a passagem belarusso-ucraniana continua a servir de rota para deslocamentos entre territórios sob ocupação e controle de Kiev, destacando as tensões humanitárias associadas a deslocamentos forçados e a busca por reunificação familiar em meio a conflitos.

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