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Nova rodada de negociações sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia

Nova rodada de negociações em Abu Dhabi entre Ucrânia, Rússia e EUA busca acordo de paz, mas impasses sobre o Donbass freiam avanços

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O presidente dos Emirados Árabes, xeque Mohamed bin Zayed recebeu as delegações da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos – foto: UAE PRESIDENTIAL COURT/AFP
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  • Representantes da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos se reuniram em Abu Dhabi para tentar avançar nas negociações de paz, visando encerrar quase quatro anos de conflito.
  • O principal entrave é o destino do leste da Ucrânia: a Rússia exige retirada de grande parte do Donbass e reconhecimento de que as terras tomadas pertencem a Moscou; a Ucrânia quer manter as linhas atuais sem retirada unilateral.
  • A Rússia afirmou que continuará a ofensiva até que a Ucrânia aceite suas condições; a Ucrânia rejeita cessar-fogo que envolva cedência de território.
  • O diretor de inteligência militar russo Igor Kostiukov participou das negociações; nos EUA, o emissário Steve Witkoff e o genro Jared Kushner também estiveram na agenda.
  • O conflito segue com ataques e danos na infraestrutura, incluindo quedas de aquecimento e energia em Kiev, enquanto Zelensky pressiona aliados ocidentais por mais armas e pressão sobre o Kremlin.

Representantes da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos reuniram-se novamente nesta quarta-feira em Abu Dhabi, com o objetivo de avançar nas negociações para encerrar quase quatro anos de conflito na Ucrânia. A rodada envolve diplomatas de alto nível e ocorre em meio a impasses sobre territórios e garantias de segurança.

A reunião acontece após várias fases de diálogo que não chegaram a um acordo de paz. As negociações buscam uma solução que permita um cessar-fogo duradouro, mas volta e meia esbarram em divergências sobre o futuro do território ucraniano no leste do país.

Entre os tópicos em disputa está o destino de regiões como Donbass, com Moscou exigindo retirada das forças ucranianas de grande parte dessa área e reconhecimento internacional de territórios tomados durante a invasão. A Ucrânia, por sua vez, defende a manutenção de suas linhas de frente atuais e rejeita retiradas unilaterais.

Nesta quarta-feira, o Kremlin reiterou a continuidade da ofensiva militar até que Kiev aceite condições consideradas aceitáveis por Moscou. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que a operação continuará enquanto a Ucrânia não tomar a decisão solicitada pelo governo russo.

Para a rodada de negociações, a Rússia enviou Igor Kostiukov, diretor de inteligência militar, como representante. Também participa a delegação ucraniana liderada por Rustem Umerov, presidente do Conselho de Segurança, que divulgou em redes sociais a intenção de alcançar uma paz justa e duradoura.

Do lado americano, Steve Witkoff atuou como emissário, em conjunto com Jared Kushner, segundo informações divulgadas pela imprensa. A presença de representantes dos EUA visa apoiar o andamento das negociações, sem que haja confirmação de avanços significativos até o momento.

No front regional, a Rússia continua ocupando parte do território ucraniano, com anúncios de ambições de ampliar o controle em Donetsk e outras áreas. A Ucrânia mantém a posição de não ceder territórios para evitar incentivar novas invasões futuras.

Observa-se que, segundo análises da imprensa internacional, o ritmo atual das ofensivas russas poderia prolongar o conflito por meses, caso não haja acordo que imponha cessar-fogo verificável e garantias de segurança para Kiev. As autoridades ucranianas já ressaltaram resistência a ceder territórios como condição para qualquer negociação.

Enquanto isso, ataques na região de Zaporizhzhia, Dnipropetrovsk e Odessa resultaram em vítimas e danos materiais, ampliando a pressão humana e energética sobre a população ucraniana, que já enfrenta cortes de aquecimento e energia. As autoridades locais oferecem relatos sobre danos a infraestruturas civis e escolas.

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