- Delegações ucraniana e russa participam de segunda rodada de negociações em Abu Dhabi, mediadas pela administração dos Estados Unidos, com presença de representantes de Washington, Kyiv e Moscou.
- O caminho para a paz continua complexo: Moscou mantém exigências máximistas sobre Donbas; Kyiv rejeita a cessão total, mas considera alternativas, como retirada de tropas e zona desmilitarizada.
- Washington pressiona Kyiv a ceder território em troca de garantias de segurança; mesmo assim, as partes vêm tentando manter uma imagem de abertura diante de Trump.
- Participam das negociações: Kyrylo Budanov e Igor Kostyukov, entre outros; Steve Witkoff e Jared Kushner representam os Estados Unidos; Putin e Zelensky ainda não definiram encontro.
- Pesquisas revelam cansaço entre os ucranianos, com maioria desejando paz, mas resistentes a perder o Donbas; na Rússia, apoio às negociações tem aumentado, porém sem abrir mão de concessões territoriais.
Senior officials da Ucrânia e da Rússia vão se reunir em Abu Dhabi para a segunda rodada de negociações mediadas pelos EUA. O encontro, de dois dias, deve reproduzir o formato da rodada anterior, com delegações de Washington, Kiev e Moscou presentes. O objetivo é avançar rumo a um acordo de paz, ainda distante.
Entre os temas em foco, está a disputa por território no Donbas. Moscou mantém demandas máximas por cessões territoriais, enquanto Kiev teme perder zonas estratégicamente importantes. Washington tem pressionado Kiev a considerar concessões, em troca de garantias de segurança.
O apoio financeiro e militar dos EUA é citado como elemento de influência nas negociações, mas as posições oficiais seguem inconciliáveis em pontos centrais. Mesmo com sinais públicos de abertura, as negociações permanecem com grande distância entre as partes.
Participantes da Ucrânia incluem Kyrylo Budanov, chefe da administração presidencial; David Arakhamia, negociador de confiança; e Andrii Hnatov, chefe do estado-maior. A delegação russa é chefiada por Igor Kostyukov, da GRU, com outros oficiais de inteligência e o enviado Kirill Dmitriev.
Do lado dos EUA, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner devem acompanhar as conversas. A presença de figuras próximas a Donald Trump reflete a tentativa de manter o foco internacional na mesa de negociações, apesar de questionamentos sobre experiência diplomática.
Não está claro se haverá encontro direto entre Putin e Zelenskyy. O presidente ucraniano já afirmou estar disposto a conversar em terreno neutro; o Kremlin sinalizou que a reunião dependeria da visita a Moscou de Zelenskyy.
Públicos de ambos os lados expressam cansaço com a guerra e desejam paz, mas as condições de um acordo costumam afastar qualquer conclusão rápida. Pesquisas apontam resistência ucraniana a ceder todo Donbas sem garantias robustas.
Se as negociações fracassarem, analistas lembram que o conflito pode se estender por tempo adicional. A avaliação comum é de que a pressão econômica, mobilização militar e cansaço público devem influenciar o desfecho, de forma gradual.
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