Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de 1.000 quenianos recrutados pela Rússia para lutar na Ucrânia

Mais de 1.000 quenianos teriam sido recrutados para lutar pela Rússia na Ucrânia, segundo relatório de inteligência, quintuplicando estimativas anteriores

Families of Kenyans believed to be fighting for Russia in Ukraine attend a demonstration demanding their return
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de mil kenianos foram recrutados para lutar ao lado da Rússia na guerra na Ucrânia, segundo relatório de inteligência apresentado aos parlamentares, quintuplicando estimativas anteriores.
  • A Embaixada da Rússia em Nairóbi negou envolvimento em recrutamento ilegal, mas disse que estrangeiros podem se alistar voluntariamente.
  • O relatório da National Intelligence Service descreve uma rede de funcionários públicos que teria cooptado por meio de redes de tráfico humano para recrutar kenianos.
  • Os recrutadores visavam ex-soldados, policiais e pessoas desempregadas, com promessa de 350.000 shillings por mês e bônus de até 1,2 milhão.
  • Até fevereiro de 2026, mais de 1.000 kenianos teriam saído para combater; 89 estão na linha de frente, 39 hospitalizados e 28 desaparecidos.

Mais de 1.000 quenianos teriam sido recrutados para lutar pela Rússia na Ucrânia, segundo relatório de inteligência apresentado a parlamentares. A estimativa é cinco vezes maior que a prevista pelas autoridades.

O documento, elaborado pela National Intelligence Service de Kenya, aponta uma rede de dirigentes do Estado, com participação de sindicatos de tráfico humano, para atrair ex-militares, policiais e desempregados.

Os recrutadores teriam prometido salário de cerca de 350 mil escassos shillings por mês, com bônus de até 1,2 milhão, além de deslocamento para a Rússia via países como Turquia ou Emirados Árabes.

Segundo o relatório, os recrutamentos teriam começado em viagens de turismo, com deslocamentos posteriores por Uganda, África do Sul e Congo para contornar a vigilância. A embaixada russa nega recrutamento ilegal.

A embaixada russa em Nairóbi afirmou que cidadãos estrangeiros podem se alistar voluntariamente, mas não houve emissão de vistos para esse fim específico. O ministério das Relações Exteriores do Quênia não respondeu imediatamente.

O levantamento indica que, até fevereiro de 2026, 89 quenianos estavam na linha de frente na Ucrânia, 39 hospitalizados e 28 considerados desaparecidos.

As investigações apontam envolvimento de funcionários de aeroportos, imigração e de embaixadas para facilitar as viagens dos recrutados, com apoio de equipes russas em Nairobi e Moscou.

Kenya já havia informado, em novembro, que mais de 200 de seus nacionais lutavam pela Rússia. O governo também destacou casos de recrutamento por meio de promessas de empregos como seguranças.

O ministro das Relações Exteriores queniano informou planos de viagem a Moscou no próximo mês para tratar do assunto. A situação tem gerado tensões entre Moscou e países africanos envolvidos.

Nota: valores em moeda local, taxa de câmbio indicada ao longo do texto. Este texto reescreve as informações do relatório citado, sem incluir opiniões.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais