- Sete comerciantes ganeses que vendiam tomates foram mortos em Titao, no norte da Burquina Faso, segundo o ministro do Interior de Gana.
- O ataque ocorreu no sábado, quando militantes islâmicos invadiram a cidade e separaram homens de mulheres antes de atirarem.
- Entre os comerciantes, dezoito entraram no país vizinho para comprar tomates; três homens e uma mulher sobreviveram com ferimentos, e as sete mulheres escaparam ilesas.
- Os corpos foram cremados na manhã de segunda-feira; as sobreviventes do sexo feminino estiveram presentes como testemunhas, conforme autoridades ganesas.
- Autoridades de Burquina Faso retomaram o controle da cidade; foi prometida escolta militar para transferir os feridos à missão de Gana em Ouagadougou; o país vizinho enfrenta presença crescente de grupos militantes ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.
Dois incidentes fatais marcaram o ataque contra comerciantes ghanais em Burkina Faso. Sete tomatemitradores de Gana foram mortos, segundo o ministro do Interior do Ghana. O ataque ocorreu em Titao, no norte do país, neste fim de semana.
O grupo de 18 comerciantes tinha entrado na fronteira para comprar tomates quando milicianos armados invadiram a cidade. Os homens foram separados das mulheres e alvejados. A ação resultou na morte de quase todos os homens, com os corpos queimados junto com o veículo, conforme informações do ministro.
Três homens e uma mulher ficaram feridos e sobreviveram. Sete mulheres conseguiram escapar sem ferimentos. Os mortos foram enterrados na manhã de segunda-feira em Burkina Faso, com as testemunhas sobreviventes presentes, segundo o governo de Ghana. Autoridades ghaneanas não puderam chegar ao local por questões de segurança.
Desdobramentos e contexto
Forças de Burkina Faso restabeleceram o controle da cidade após horas de confrontos. Foi prometido apoio militar para transportar os sobreviventes feridos até a missão ghanaiana em Ouagadougou. O governo de Burkina Faso ainda não respondeu ao pedido de comentário enviado por e-mail.
Grupos militantes islamistas, ligados a al Qaeda e ao Estado Islâmico, ampliam sua atuação na região do Sahel, aumentando o risco para civis e atividades comerciais. O episódio evidencia o desafio de proteger rotas de comércio transfronteiriças na região.
Entre na conversa da comunidade