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Cambojanos deslocados em limbo diante da vitória nacionalista na Tailândia

Deslocados cambodianos continuam sem retorno às casas, mesmo com cessar-fogo; vitória nacionalista na Tailândia sustenta muro na fronteira e restrições de acesso

Wat Chansi refugee camp where people have been staying since clashes between Thailand and Cambodia in Bantaey Meanchey province
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  • Seis semanas após o cessar-fogo, milhares de cambodjianos deslocados ainda tentam retornar a casa, enquanto a vitória de nacionalistas em a泰 depende de uma fronteira mais fechada.
  • No distrito fronteiriço de Banteay Meanchey, moradores aguardam reconstrução de suas casas em Prey Chan e em Chouk Chey, com parte da região cercada por arames farpados e barreiras adicionais.
  • Autoridades tailandesas afirmam que todos os residentes já podem retornar do lado Tailândia; no lado cambojano, cerca de 80% de terras e moradias de Prey Chan e Chouk Chey ficaram inacessíveis, beneficiando mais de 4.600 pessoas em abrigos temporários.
  • Cambodja informou à UNESCO os danos ao templo Preah Vihear, com fendas, buracos de bala e ordens não detonadas; autoridades planejam ações de restauração, mas o financiamento permanece incerto.
  • Em meio às tensões, houve violência na fronteira: pelo menos um soldado tailandês perdeu um membro após tocar em uma mina; os dois lados acusam o outro de agressão ao longo dos anos.

O CPI ficou em silêncio após semanas de cessar-fogo. Milhares de cambodjanos deslocados ainda aguardam retorno às suas casas, mesmo após a vitória de nacionalistas nas eleições da Tailândia, que defendem cercar a fronteira disputada com muros.

Em Banteay Meanchey, Proeung Sopheap, 59 anos, voltou pela primeira vez ao lar abandonado em Prey Chan, buscando pertences pessoais desde os confrontos de dezembro. Ela afirma desejar paz, não guerra, como muitos moradores.

A maior parte da vila ficou dividida pelo conflito. Autoridades tailandesas dizem que parte de Prey Chan está dentro de território tailandês e instalaram cercas de arame farpado, reforçadas por containers metálicos; na Tailândia, todos os residentes teriam retornado.

Do lado cambojano, estimativas oficiais apontam que cerca de 80% das terras e casas das comunas Prey Chan e Chouk Chey ficaram inacessíveis, deixando mais de 4,6 mil pessoas em abrigos temporários. O objetivo institucional é a segurança nas áreas de fronteira.

A Tailândia declarou que as barreiras instaladas visam aumentar a segurança e que as medidas seguem o acordo conjunto de cessar-fogo, firmado em 27 de dezembro, após a escalada de conflitos que resultou em dezenas de mortes e milhares de deslocados.

O conflito entre as duas nações persiste há décadas, com trocas de acusações de agressão de ambos os lados. Em Preah Vihear, templo de relevância histórica, danos relatados incluem perfurações de bala e estilhaços, atribuídos por Camboja a ataques de artilharia tailandesa.

Autoridades cambrianas relataram envio de informações à UNESCO sobre danos ao templo, além de medidas emergenciais para estabilizar áreas mais afetadas. Ainda não há confirmação sobre o financiamento para restauração total.

A operação de desminagem segue em andamento, com foco em escolas, hospitais e residências. Em Preah Vihear, mais de 40 escolas foram fechadas; demolição de munição não detonada continua como prioridade, segundo a Cambodian Mine Action Centre.

Na Tailândia, o Exército informou que um soldado perdeu um membro ao pisar em uma mina na região de Kantharalak, em Sisaket. Explosões com minas estiveram entre os fatores que levaram aos confrontos no fronteira nos últimos meses, com dezenas de militares tailandeses feridos.

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