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Israel não reconheceu 70 mil mortos em Gaza, desmentem boatos

Desmentido da IDF desmonta a alegação de reconhecimento de 71 mil mortos em Gaza, mostrando que a notícia partiu de fonte anônima e não foi oficial

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
02.fev.26- Palestinos aguardam para deixaram Gaza pela passagem de Rafah, reaberta após quase dois anos
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  • Na semana passada, veículos internacionais divulgaram que Israel teria reconhecido cerca de 70 mil mortos em Gaza, a partir de um comentário anônimo, não de uma declaração oficial.
  • O porta-voz das Forças de Defesa de Israel publicou desmentido em X em menos de 24 horas; a suposta “confissão” foi tratada como fake news.
  • O Hamas divulgou o número bruto de aproximadamente 71 mil mortos desde 7 de outubro de 2023, com cerca de 25 mil combatentes, 11 mil mortes naturais e 4 mil provocadas pelo próprio Hamas; em 2025, 3.400 nomes foram removidos das listas de baixas, incluindo 1.080 crianças.
  • Estimativas apontam que civis mortos por ações diretas de Israel ficariam entre 29 mil e 36 mil; o Hamas utilizou táticas que colocam alvos militares em áreas densamente povoadas, incluindo bunkers em locais civis.
  • O texto critica a cobertura midiática e a propagação de informações não verificadas, destacando correções e controvérsias envolvendo hospitais e outras ocorrências, e aponta que a propaganda dificulta a apuração e influencia a opinião pública.

Na semana passada, veículos internacionais anunciaram que Israel teria “reconhecido” o número de mortos em Gaza divulgado pelo Hamas, cerca de 71 mil. A informação não foi oficial e partiu de um comentário anônimo a jornalistas israelenses. Não houve confirmação oficial pelo governo.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), tenente-coronel Nadav Shoshani, publicou desmentido em X em menos de 24 horas. A nota ressalta que a informação era falsa e não condiz com a posição de Israel. Não houve confirmação por canais oficiais de Israel.

A matéria original foi publicada por veículos como CNN International, BBC, Reuters e Haaretz, sem checagem suficiente. A imprensa internacional veiculou a história com destaque, o que favoreceu uma percepção de confirmação de um massacre. A veracidade dos números permanece contestada.

Contexto sobre os números e as fontes

O Hamas divulgou o número bruto de aproximadamente 71 mil mortos desde 7 de outubro de 2023. A contagem não separa combatentes de civis, nem mortes naturais ou por erros de ficção tática. Dados de terceiros apontam discrepâncias entre as listas de baixas e reprocessamentos posteriores.

Um estudo de forense de HonestReporting, citado por especialistas, aponta que cerca de 25 mil seriam combatentes, 11 mil mortes naturais e 4 mil provocadas pelo Hamas. Em 2025, o Hamas removeu 3.400 nomes das listas de baixas, incluindo 1.080 crianças, segundo reportagens posteriores.

O Ministério da Saúde de Gaza, em declaração à Sky News, reconheceu que houve mortes naturais e que alguns dados teriam sido apresentados para fins de compensação. Estimativas independentes sugerem que parte das mortes civis ocorreu em áreas que o Hamas transformou em alvos militares ou bunkers.

Implicações e cobertura jornalística

Análises indicam que a forma de divulgar números de conflito pode favorecer narrativas. Correções e reiterações por veículos como BBC Arabic ocorreram após revisões factuais. Em contextos de guerra urbana, a desinformação pode ter impacto imediato na opinião pública internacional.

Apesar da gravidade do conflito, as informações devem ser verificadas com fontes oficiais e dados de organizações independentes. O jornalismo busca precisão, contextualização e checagem antes de publicar números sensíveis que influenciam a percepção global sobre o conflito.

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