- Forças de segurança do governo sírio avançaram em direção à cidade de Qamishli, no nordeste controlado pelos curdos, em implementação de acordo apoiado pelos EUA para trazer regiões sob controle de Damasco.
- As tropas devem ficar em prédios governamentais na cidade e no aeroporto, segundo fontes oficiais e de segurança curdas.
- A passagem de veículos do Ministério do Interior para Hasaka, a cerca de oitenta quilômetros ao sul, também foi reportada na mesma movimentação.
- O acordo, anunciado na sexta-feira, prevê a integração gradual de combatentes curdos às forças do governo.
- Os EUA saudaram o acordo como marco histórico para unidade e reconciliação após catorze anos de guerra civil; a SDF foi antes aliada dos EUA, mas perdeu influência conforme o governo retomou maior controle.
Na fronteira nordeste da Síria, forças de segurança do governo se deslocaram em direção à cidade de Qamishli, controlada pelos curdos, nesta terça-feira. A movimentação integra um acordo apoiado pelos EUA para trazer regiões sob governança curda de volta ao controle de Damasco.
O acordo, anunciado na sexta-feira, prevê a integração faseada de combatentes curdos às forças do governo. A medida busca evitar novos confrontos entre o governo de Bashar al-Assad e as Forças Democráticas Sírias, que perderam grande parte do leste e do norte do país em janeiro.
Segundo fontes sírias e de segurança, as tropas devem ficar instaladas em prédios estatais em Qamishli e no aeroporto da cidade. Um oficial sírio e uma fonte de segurança curda confirmaram à Reuters o plano de implantação.
Testemunhas da Reuters relataram que dezenas de moradores bloquearam parte da passagem de um politão militar que se aproximava dos arredores da cidade, o principal centro político da administração curda.
Nesta terça, veículos do Ministério do Interior entraram na cidade de Hasakah, cerca de 80 km ao sul de Qamishli, em movimento relacionado ao mesmo processo de integração das forças.
O acordo de sexta-feira prevê ainda uma implementação gradual da integração entre militantes curdos e as forças governamentais, conforme anunciado por Washington como marco histórico para a unidade e reconciliação após 14 anos de guerra.
Historicamente, a SDF foi o principal aliado dos EUA na luta contra o Estado Islâmico, mas sua posição enfraqueceu enquanto a administração de Trump aproximava-se de Assad, que tem consolidado o retorno do território sob o controle de Damasco.
Fonte: reportagem de Khalil Ashawi, Feras Maqdisi, Firas Al Daalati e Suleiman Al-Khalidi; edição de Aidan Lewis.
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