- Oito drones explosivos tentaram atingir o aeroporto Bangoka, em Kisangani, no nordeste da República Democrática do Congo, mas foram abatidos antes de alcançar o alvo.
- As autoridades locais acusam o grupo AFC/M23 e o vizinho Ruanda pelo ataque.
- Se confirmado como operação AFC/M23, seria o ataque mais a oeste já registrado pelo grupo na ofensiva contra o governo em Kinshasa.
- Não houve casualties nem danos relatados; o Bangoka fica cerca de 17 quilômetros do centro de Kisangani.
- Desde a tomada de Goma, em 2022, Kisangani tem servindo como base avançada para aeronaves congolesas, incluindo aviões e drones, usados na região leste.
Dois a três drones explosivos atingiram o aeroporto Bangoka, na cidade de Kisangani, no nordeste da República Democrática do Congo, neste fim de semana. As aeronaves seriam usadas em ataque contra o aeroporto, segundo autoridades locais, que apontam o grupo AFC/M23 como responsável e citam apoio de Ruanda.
A polícia provincial de Tshopo, que abriga Kisangani, informou que as aeronaves tentaram alcançar o aeroporto entre a noite de sexta e a madrugada de sábado, mas foram derrubadas antes do alvo. Não houve feridos nem danos reportados.
Caso a atribuição se confirme, seria o ataque mais a oeste já registrado pela AFC/M23, ligado ao conflito com o governo de Kinshasa. As forças rebeldes já operam desde 2022 em várias áreas do leste do país.
O governo de Kisangani descreveu os aparelhos como drones kamikazes com munições descoordenadas, segundo a nota oficial. A região permanece sob tensão, com as forças locais mantendo operações para conter o grupo.
Bangoka fica a cerca de 17 km do centro de Kisangani, longe das linhas de frente em províncias vizinhas onde AFC/M23 controla territórios desde o ano passado.
A ofensiva teve impacto limitado no momento, sem vítimas ou destruição relatadas, segundo fontes oficiais. Mediadores internacionais têm pedido cessar-fogo para abrir caminho a investimentos em minerais na região.
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