- Estudo aponta que masturbação em aves é natural e não deve ser punida, sendo comum até mesmo em pássaros selvagens.
- A prática é mais frequente na natureza do que na captura, não sendo causada pelo estresse de cativeiro.
- Vets e criadores são orientados a tranquilizar os tutores, evitando intervenções que possam causar danos.
- Em casos extremos, intervenções como remoção de poleiros, hormônios ou cirurgia já foram sugeridas, mas são desaconselhadas pela pesquisa.
- O trabalho, publicado na Ecology and Evolution, amplia a compreensão sobre comportamentos sexuais não reprodutivos em animais.
Parágrafo 1
Universidade de Lancashire revela que masturbação em aves é natural e não prejudicial. O estudo avaliou parrots, patos, galinhas e outras espécies, em ambiente selvagem e cativo, para entender comportamentos sexuais não reprodutivos.
Parágrafo 2
A pesquisa envolveu especialistas e comunidades de criadores, reunindo dados de 120 espécies. Os relatos apontam que o comportamento ocorre com mais frequência na natureza do que em cativeiro, reforçando que faz parte do repertório natural das aves.
Parágrafo 3
Os resultados sugerem que intervenções como remoção de poleiros, terapias hormonais ou cirurgia não são necessárias na maioria dos casos. Veterinários são encorajados a tranquilizar tutores e evitar tratamentos invasivos.
Principais descobertas
Parágrafo 4
Muitos relatos indicam que o comportamento é mais comum entre machos, ainda que fêmeas também participem. Os movimentos incluem contato com objetos, batidas de asas e vocalizações atípicas para a espécie.
Parágrafo 5
Os autores destacam que a prática não representa resposta negativa ao cativeiro. A equipe espera que o estudo ajude veterinários a oferecer orientação mais precisa aos proprietários, reduzindo intervenções inadequadas.
Parágrafo 6
Dr. Chloe Heys, da Universidade de Lancashire, afirma que a masturbação é natural e saudável para aves. A pesquisadora reforça que a abordagem condenatória pode agravar o bem-estar animal e não resolve o problema.
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