- Estudo da Royal Veterinary College analisou 3.424 cães cruzados e 5.978 de raças puras, com dados coletados por questionário online sobre comportamento em 73 perguntas.
- Cockapoos apresentaram mais comportamentos indesejáveis que os poodles e, frente aos cocker spaniels, mostraram mais agressão a cães, agressão a estranhos, medo não social, problemas de separação e excitabilidade.
- Cavapoos foram piores que o cavalier king charles spaniel em oito das nove escalas, e diferiram do poodle em três escalas.
- Labradoodles diferiram dos poodles em seis escalas ( melhorando em todas) e dos labradores em cinco escalas (pior em todas).
- Os pesquisadores destacam que comportamento resulta da interação entre genes e ambiente, e que fatores culturais e de treinamento dos donos podem influenciar os resultados; mais estudos são necessários.
A pesquisa, conduzida pela Royal Veterinary College, avaliou comportamentos de cães crossbreed conhecidos como doodles, incluindo cockapoos, cavapoos e labradoodles, em comparação às raças de origem. O estudo analisou relatos de tutores para entender padrões de comportamento.
Foram analisados 3.424 cães crossbreed e 5.978 cães de raças puras, coletados por questionário online. Entre eles, cockapoos e cavapoos mostraram maior incidência de comportamentos indesejados em várias dimensões, distintas das raças-padrão.
Os resultados indicam que cockapoos apresentaram mais agressividade dirigida ao tutor, frente a estranhos e outros cães, além de medo não social, problemas de separação e excitabilidade em comparação aos poodles. Cavapoos tiveram padrões semelhantes.
Labradoodles, por sua vez, diferiram de poodles em várias escalas, apresentando melhora em algumas e piora em outras quando comparados a labradores. O estudo ressalta que comportamento é resultado da interação entre genética e ambiente.
Revelaçoes e interpretações
Especialista em comportamento veterinário não envolvido no estudo afirma que não há evidência de que crossbreeds sejam geneticamente mais propensos a problemas de comportamento. O ambiente e a educação dos tutores são fatores decisivos.
O pesquisador destaca que fatores culturais, como a expectativa de raças hipoalergênicas e a qualidade do treinamento, podem influenciar os resultados. Novos estudos seriam úteis para mapear influências ao longo do tempo.
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