- Cientistas de instituições francesas, britânicas e namibianas registraram sinais de rivalidade entre babuínos irmãos na Namíbia, em 2021.
- Os pesquisadores acompanharam babuínos-chacma e observaram que irmãos interferiam quando a mãe dedicava atenção a outro filhote durante o grooming.
- Quando o irmão recebia carinhos, o outro emitia sons, se colocava entre mãe e filhote ou tentava chamar para brincar, buscando tomar o lugar do irmão.
- Os autores sugerem que esse comportamento pode indicar ciúme, embora ainda não haja confirmação de emoções humanas complexas nesses primatas.
- Com o amadurecimento, a rivalidade diminui; o estudo, publicado no Proceedings of the Royal Society B, aponta a necessidade de mais pesquisas para entender a emoção e sua função evolutiva.
Dois ou três jovens babuínos-chacma em na Namíbia foram observados exibindo comportamentos que lembram ciúmes entre irmãos. A descoberta sugere que emoções complexas, associadas a humanos, podem ocorrer em primatas selvagens. O estudo foi registrado durante trabalho de campo em 2021.
A pesquisa envolveu cientistas de instituições francesas, britânicas e namibianas. Eles acompanharam comunidades de Papio ursinus, uma espécie social que vive principalmente com fêmeas, filhotes e adolescentes. Machos adultos saem do grupo ao atingir maturidade sexual.
Quando a mãe cuidava de um filhote, o irmão mais velho muitas vezes interferia. Ele emitia sons, se colocava entre mãe e filhote ou tentava chamar a atenção da mãe para ganhar o espaço de cuidado durante o grooming.
Dinâmica observada e frequência
Os episódios eram mais comuns quando o destinatário da atenção era o caçula. Nessas situações, os irmãos mais velhos disputavam recursos maternos, ainda que a mãe frequentemente ignorasse a birra e mantivesse o cuidado com o filhote.
Conclusões provisórias
Os pesquisadores associam o comportamento ao ciúme, mas destacam que não se sabe se babuínos realmente sentem emoções complexas como tal. Além disso, não há consenso sobre a vantagem evolutiva dessa característica nem sobre sua presença em outras espécies.
A equipe aponta que, com o tempo, a rivalidade tende a diminuir à medida que os jovens amadurecem. Ainda há lacunas sobre a natureza das emoções envolvidas e sobre como evoluíram essas interações no contexto social dos babuínos.
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